05/08/2010 - Gerdau eleva investimentos previstos até 2014 para R$ 11 bilhões

A siderúrgica Gerdau elevou os investimentos previstos para o período de 2010 a 2014. Nesses cinco anos, a empresa deve investir R$ 11 bilhões --a cifra divulgada anteriormente era de R$ 9,5 bilhões. Do total, 80% serão destinados a projetos no Brasil. Segundo o diretor-presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, os aportes atenderão à crescente demanda por aço.
Além dos aportes previstos anteriormente, a empresa decidiu investir também R$ 350 milhões em um laminador para aços especiais longos para atender à indústria automotiva, com capacidade de produção de 500 mil toneladas por ano e início das atividades previsto para 2012.
A companhia também adicionou ao plano um laminador de rolos, com produção voltada para a construção civil e para a indústria, com capacidade de 600 mil toneladas anuais. Nesse equipamento, que deve começar a operar em 2013, os investimentos serão de R$ 490 milhões. A localização geográfica dos investimentos ainda está sendo definida pela companhia.
Na atividade de mineração, a Gerdau ampliou os investimentos para R$ 533 milhões. "Vamos produzir sete milhões de toneladas a partir de 2012", afirmou o diretor-presidente durante teleconferência com a imprensa. O objetivo é tornar a usina de Ouro Branco, em Minas Gerais, autossuficiente.
No segundo trimestre deste ano, a Gerdau investiu R$ 220 milhões, dos quais 62% foram destinados ao Brasil e 38% aos demais países. No primeiro semestre, os desembolsos atingiram R$ 453 milhões. O lucro líquido da empresa no segundo trimestre ficou em R$ 856 milhões, revertendo prejuízo de R$ 329 milhões do mesmo período do ano passado --no segundo trimestre de 2009, o resultado da companhia foi prejudicado por um ajuste contábil.
A receita líquida foi de R$ 8,3 bilhões no segundo trimestre, com um crescimento de 30% em relação ao mesmo intervalo de 2009. As vendas, em volume, também cresceram 30%, para 4,38 milhões de toneladas de aço.
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05/08/2010 - Lucro da Duratex sobe 134% no segundo trimestre

A Duratex anunciou nesta quinta-feira lucro de R$ 111,688 milhões no segundo trimestre de 2010, resultado 134% superior aos R$ 47,780 milhões apresentados um ano antes.
O resultado reflete o aumento de 34% na receita líquida da empresa neste ano pós-crise, que subiu de R$ 529,926 milhões entre abril e junho de 2009 para R$ 712,303 milhões nos mesmos meses deste ano. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 88%, com a margem Ebitda avançando de 22,9% para 32%.
De acordo com Flavio Donatelli, os negócios foram beneficiados pela forte demanda interna, impulsionada por incentivos fiscais, pelas condições favoráveis de crédito e pelo aumento de renda da população. As vendas ao mercado doméstico cresceram 38% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2009, passando de R$ 494,530 milhões para R$ 680,583 milhões.
Já o faturamento no exterior encolheu 10,4%, passando de R$ 35,396 milhões para R$ 31,720 milhões. "A redução deve-se não só ao nosso foco no mercado brasileiro, mas também à crise lá fora", ressalta Donatelli. Os mercados dos Estados Unidos e da Europa, que chegaram a absorver 80% das vendas da Duratex no exterior, agora respondem por apenas um terço da receita gerada fora do Brasil. "Mas vamos manter nossa estrutura no exterior, porque em algum momento haverá recuperação", destaca o executivo.
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04/08/2010 - Nordeste é a única região que mantém crescimento acelerado no 2º tri

A desaceleração da economia a partir do segundo trimestre atingiu todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, onde está o maior número de pessoas que recebem benefícios sociais.
Segundo o Boletim Regional divulgado ontem pelo Banco Central, a economia da região teve uma expansão de 3,3% no trimestre encerrado em maio em relação aos três meses anteriores.
O percentual é superior aos 3,2% verificados no trimestre encerrado em fevereiro. Os números estão acima também da média nacional, cuja taxa de expansão recuou de 2,5% para 2,2% nesses dois trimestres.
Esse desempenho se refletiu também nos preços. A inflação, único indicador com dados atualizados até junho, caiu em todas as regiões, mas recuou menos no Nordeste, que registrou a maior taxa do país (1,38%).
O Sudeste apresentou a taxa de crescimento mais baixa do país (1,3%) entre março e maio, menos da metade dos 3% verificados até fevereiro.
A maior desaceleração foi na região Norte (de 4,2% para 1,6%), afetada pela freada da indústria local.
A desaceleração da economia e a queda na inflação registradas a partir de abril e maio são os fatores que levaram o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) a reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros na reunião do mês passado, quando a Selic passou de 10,25% para 10,75% ao ano.
Com a manutenção da renda e do emprego, a região também exibiu os maiores indicadores de vendas do varejo e de crédito a pessoas físicas e empresas no período.
O estoque de empréstimos para empresas cresceu 43% em 12 meses, mais que o dobro do registrado nas outras regiões. Para os consumidores, também avançou acima da média nacional, puxado pelos empréstimos consignados, financiamentos de veículos e crédito habitacional.
Na área externa, o Sudeste foi a única região que teve melhora no saldo comercial, devido às exportações de petróleo e ferro. Norte e Nordeste tiveram piora, com aumento de 62% e 76%, respectivamente, das importações.
04/08/2010 - Dieese: em julho, preço da cesta básica recua em 16 das 17 capitais pesquisadas

Em julho, a cesta básica ficou mais barata para o consumidor em 16 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A maior queda foi registrada no Rio de Janeiro, que viu o preço do conjunto de alimentos recuar 6,6% no mês frente a junho. Belém, por outro lado, registrou a única alta nos preços, de 0,05%, entre o sexto e o sétimo mês deste ano.
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta quarta-feira (4), além do Rio, entre as cidades com as maiores quedas estão Belo Horizonte (-5,86%), Curitiba (-4,86%) e Florianópolis (-4,75%).
Segundo o levantamento, na cidade de São Paulo, a cesta fechou o sétimo mês do ano custando R$ 239,38. Na região, o conjunto de alimentos ficou 3,89% mais em conta. Apesar disso, a cesta paulistana continua a mais cara do país.
Atrás dela vem o conjunto de alimentos de Porto Alegre (R$ 237,67), Manaus (R$ 233), Vitória (R$ 222,27) e Brasília (R$ 221,17).
O menor valor, por outro lado, ficou com Aracaju (R$ 181,04), seguida de perto por Fortaleza (R$ 181,73). Considerando as variações acumuladas deste ano frente ao mesmo período do ano passado, houve alta de preços em 15 regiões pesquisadas, sendo que os únicos recuos foram registrados em Brasília (-0,47%) e Rio de Janeiro (-0,12%).
Já os maiores aumentos ficaram com Recife (17,23%), Goiânia (12,63%), Natal (12,29%) e João Pessoa (12,04%).
04/08/2010 - Fluxo cambial vira e fecha julho positivo em US$ 712 milhões

O fluxo de câmbio contratado nos bancos virou a direção ao fim do mês e fechou julho positivo em US$ 712 milhões, informou há pouco o Banco Central (BC). Em junho, o fluxo ficou negativo em US$ 4,279 bilhões, tendência que tinha se prolongado até a penúltima semana de julho.
No acumulado de janeiro a julho o fluxo registrava sobras no valor de US$ 4,075 bilhões. Em igual intervalo do ano passado, o fluxo acumulado também em US$ 3,935 bilhões. O resultado de US$ 712 milhões derivou de saldo positivo em US$ 1,490 bilhões nas operações de câmbio financeiro, no mês. Enquanto as operações de comércio exterior ficaram negativas em US$ 777 milhões.
Os contratos fechados para exportações garantiram ingressos de divisas da ordem de US$ 13,984 bilhões em julho, enquanto os contratos em pagamento de importações atingiram US$ 14,762 bilhões.
As entradas de moeda estrangeira nas diversas formas de captação externa somaram US$ 28,655 bilhões. Já as remessas para compromissos no exterior foram no montante de US$ 27,166 bilhões.
Em julho de 2009, o fluxo cambial foi positivo em US$ 1,27 bilhão.
03/08/2010 - Com maior queda desde a crise, indústria tem perdas de 2% no 2º tri

Com estoques elevados depois de um forte crescimento no primeiro trimestre, a indústria registrou perda acumulada de 2% no segundo trimestre, fortalecendo os indicadores de desaquecimento da economia, de abril a junho.
Apenas em junho, a produção industrial recuou 1% em relação ao mês anterior. Nessa comparação, trata-se da queda mais intensa desde dezembro de 2008. Naquele mês, a queda de 12,2% ante novembro ocorreu no auge da crise, e foi a pior retração da história recente da indústria.
"O segundo trimestre apresentou um ritmo bem menos intenso, depois de um primeiro trimestre com avanço bem forte", afirmou André Macedo. De janeiro a março, a indústria havia acumulado expansão de 6,1%.
Influenciada pelo menor ritmo da produção automobilística, a produção de bens duráveis liderou o arrefecimento da produção industrial no segundo trimestre. No período, esse segmento acumulou perdas de 3,2%. Macedo lembrou que a redução do IPI, encerrada em março, ajudou a manter em alta a produção, com as antecipações de compras, estimuladas pelo menores preços estimulados pelas desonerações.
"O setor automobilístico apresenta estoques indesejavelmente altos", observou.
Mesmo com menor ritmo no final do período, a indústria registrou crescimento recorde no primeiro semestre, com elevação de 16,2% na comparação com igual período em 2009. No ano passado, porém, a indústria apresentara forte retração, devido aos efeitos da crise econômica.
03/08/2010 - Votorantim Metais adquire controle da peruana Milpo

A Votorantim Metais adquiriu o controle da mineradora peruana Milpo após recente compra de ações da empresa, afirmou nesta terça-feira o diretor do conglomerado no Peru, João Bosco.
A brasileira vinha investindo na Milpo por vários anos e nesta semana comprou uma fatia de 16,4 por cento por cerca de 420 milhões de dólares.
O último investimento elevou sua participação na companhia peruana para mais de 50 por cento.
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03/08/2010 - Pfizer tem lucro e receita acima do esperado no 2º tri

A Pfizer apresentou nesta terça-feira lucro e receita trimestrais acima do esperado, afirmando que o resultado positivo para o fechado do ano alcançará o topo das estimativas conforme obtém maior economia de custos decorrente da recente fusão com a Wyeth.
A maior farmacêutica do mundo e fabricante do Viagra concluiu a aquisição da Wyeth, por US$ 67 bilhões, em outubro.
No segundo trimestre, a companhia teve lucro de US$ 2,48 bilhões, ou US$ 0,31 por ação, comparado a 2,26 bilhões, ou US$ 0,34 por ação, um ano antes.
Excluindo itens extraordinários, a Pfizer teve lucro de US$ 0,62 por ação. Analistas esperavam, em média, ganho de US$ 0,52, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.
A receita total cresceu 58%, para US$ 17,33 bilhões, bem acima da previsão do mercado, de US$ 16,65 bilhões.
A companhia disse esperar que o lucro em 2010 fique no topo da meta de entre US$ 2,1 e US$ 2,2 por ação, excluindo itens não recorrentes.
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|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |