11/08/2010 - Suzano descarta nova queda nos preços da celulose

O presidente da Suzano Papel e Celulose (SUZB5), Antonio Maciel Neto, afirmou hoje que não acredita em nova redução nos preços de venda da celulose. A partir do mês de julho, a matéria-prima sofreu queda de US$ 50 por tonelada comercializada."Não é o caso de nova redução em setembro. Entendemos que em julho não fosse acompanhar a tendência de queda. Se a lei de oferta e procura vale, nossos estoques estão baixos e os preços não deveriam ter caído. Não vemos movimento para mais uma redução", pontuou.
O preço da tonelada de celulose para exportação chegou a US$ 950 no segundo trimestre de 2010 para a vendas para a região da América do Norte. Já para a Europa, o preço ficou em US$ 918 e de US$ 840 para a China.Segundo Maciel Neto, possíveis pressões de compradores chineses não tiveram influência na formação dos novos preços. "Se falou muito que os traders da China poderiam estar operando para mexer nos preços. Só que as compras nunca passaram de 350 mil ou de 380 mil toneladas, o que equivale a 15 dias de consumo chinês. Eles não tem essa força para mexer no mercado", explicou.
Já sobre o nível dos estoques, que continuaram abaixo dos níveis anteriores à crise econômica mundial, Maciel Neto afirmou que o retorno dependerá da demanda pelo produto. "Isso depende da oferta e da demanda. Até registramos algumas empresas que estavam voltando a comprar. Trabalhávamos com a tendência de que quando o preço chegava a US$ 650, todo mundo voltava. Mas a situação está complicada", completou o presidente.A Suzano tinha em 2008, em média, estoques para entrega por 50 dias. Em junho de 2010, a entrega estava em 25 dias.
Fonte: Agência IN
11/08/2010 - Consultoria prevê alta de até 11% nas vendas do comércio em 2010

O aumento da massa salarial e os novos hábitos adquiridos pelo consumidor brasileiro deverão contribuir para que o volume de vendas no varejo brasileiro suba entre 10% e 11% este ano. A avaliação é de Luiz Góes, sócio sênior da GS & MD - Gouvêa de Souza, consultoria especializada em varejo e distribuição.
O executivo lembrou que a massa salarial em junho subiu 6,9% em comparação com junho do ano passado. Neste sentido, o volume de vendas até o fim do ano deve ser impulsionado por setores como hiper e supermercados, móveis e eletrodomésticos, material para escritório, informática e comunicação.
Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados das vendas do comércio de junho, que mostraram uma alta de 1% no volume de vendas entre maio e junho e um crescimento de 11,3% na comparação com junho do ano passado. No primeiro semestre, o volume de vendas subiu 11,5%. "Certamente os supermercados continuarão fortes devido à massa salarial. As classes emergentes estão indo aos mercados e aumentando a cesta de consumo", disse Góes.
O analista vê ainda boas possibilidades de crescimento no material de construção e no setor farmacêutico, também em função do aumento da renda. "O setor de artigos farmacêuticos e perfumaria também deverá continuar crescendo a dois dígitos", frisou Góes, lembrando que em junho o volume de vendas do setor subiu 10,3% frente a junho do ano passado, com crescimento de 12,2% no primeiro semestre, ponderou Góes, para quem o resultado sazonal das vendas de material de construção também não deverá se repetir nas próximas pesquisas. Para o analista, a queda de 3,1% em relação a maio pode ter sofrido uma influência da Copa do Mundo, com parte dos consumidores destinando recursos para as compras de eletroeletrônicos. "Certamente a construção civil não passa por um período de inflexão", afirmou.
Fonte: Valor Online
10/08/2010 - Emprego na indústria cresce pelo sexto mês seguido

O emprego na indústria cresceu 0,5% no mês de junho, frente ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o sexto resultado positivo consecutivo do setor.
Na comparação com junho de 2009, o emprego industrial cresceu 4,9%, marcando a quinta alta seguida. Foi a maior elevação desde o início da série histórica.“Com isso, o fechamento do primeiro semestre do ano registrou expansão de 2,4%, acelerando o ritmo frente aos resultados dos últimos meses”, disse o IBGE.
No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador ainda registra queda de 1,6%, embora venha caindo desde janeiro deste ano.
O número de horas pagas, por sua vez, teve alta de 0,3% frente ao mês de maio. “No confronto com o mesmo mês do ano anterior, a taxa de 5,7% é a mais alta desde o início da série histórica, enquanto no índice acumulado no ano houve avanço de 3,5%.”
Já a folha de pagamento real dos trabalhadores cresceu 3,3% no mês de junho. Frente a igual período do ano passado, a alta foi de 8,3%,enquanto nos seis meses, o indicador acumula elevação de 4,6%.
Fonte: IG
10/08/2010 - Preço das TVs e eletrodomésticos cai

Nem com todo o apetite do brasileiro para trocar de TV em um ano de Copa do Mundo foi suficiente para fazer os preços do eletrodomésticos subirem nas lojas. Segundo cálculos da economista Luiza Rodrigues, do Banco Santander, os preços do utensílio têm caído mês a mês no País há oito meses.
Com isso, o subgrupo aparelhos eletroeletrônicos também tem perdido força na composição da inflação, contou Luiza. Em abril, os preços desses produtos variaram 0,13% ante março. Em maio, faltando apenas um mês para a Copa do Mundo de Futebol, houve queda nos preços de eletroeletrônicos, de 0,21%, e, em junho, nova baixa, de 0,04%.
Para a economista, isso só aconteceu porque o País importou bastante esse tipo de produto em 2010, o que fez com que a concorrência nesse mercado aumentasse, permitindo que o consumidor tivesse melhores preços. “O preço ficou menor porque teve concorrência externa, algo que não aconteceria se o Brasil fosse um país fechado ao comércio com outras nações”, assinalou.
Fonte: IG
10/08/2010 - Imposto de Renda pode fazer diferença na hora de aplicar

Como é isenta do imposto, poupança tem espaço para subir menos que a Bolsa e, ainda assim, continuar sendo mais vantajosa. Quem optou por investir em ações se deu bem no ano passado: a rentabilidade foi de 88,2%. Este ano, no entanto, a Bolsa acumulou prejuízo até julho, e o cenário do segundo semestre ainda é incerto. Em momentos assim, um quesito muitas vezes desprezado pelos investidores pode fazer diferença na escolha da aplicação: o imposto de renda (IR). Como a poupança é isenta do tributo, pode se tornar uma opção vantajosa agora.
Se a poupança registrar em 2010 a mesma rentabilidade do ano passado, de 7,05%, a Bolsa só valerá a pena caso tenha valorização de pelo menos 8,3%. Esses cálculos foram feitos para um investidor que, hipoteticamente, tivesse aplicado R$ 10 mil em ações no início do ano, sem movimentar esses recursos. Neste caso, ele terá que pagar um imposto de 15% sobre os ganhos no momento do resgate, se quiser retirar os recursos em dezembro.
O investimento direto em ações, pela internet (chamado de home broker), não possui taxas de administração, apenas de custódia e corretagem no início da aplicação e em sua retirada. Como essas tarifas variam muito entre os bancos, não foram consideradas no cálculo. Algumas empresas cobram taxas de custódia mensais de R$ 6,5 quando há compra e venda no mês. Outras isentam o investidor no caso de movimentações. A corretagem também tem custos variáveis. Essas taxas encarecem ainda mais a aplicação em ações, o que torna a poupança ainda mais interessante.
Fonte: IG
09/08/2010 - Bematech alcança lucro líquido de R$ 8,2 milhões

A Bematech, empresa do segmento de soluções em tecnologia para o comércio, registrou no segundo trimestre deste ano lucro líquido de R$ 8,2 milhões, ante R$ 0,4 milhão obtido no mesmo período do ano passado. Em nota, a empresa diz que continua a se beneficiar dos ganhos com as sinergias das empresas adquiridas e com as iniciativas de redução de custos. A margem bruta do segundo trimestre deste ano ficou em 41,4%, uma expansão de 1,7 ponto percentual na comparação anual, por conta do aumento da comercialização de equipamentos.
O volume de mini-impressoras vendidas cresceu 14,4% e de CPUs e microterminais, 24,7%. A receita líquida alcançou R$ 82 milhões no período, o que representa um aumento de 2%, ante a do segundo trimestre de 2009, e, no semestre, a receita líquida ampliou em 8,8%. De acordo com o diretor-presidente, Carlos Costa Pinto, as vendas do segundo trimestre foram menos expressivas em comparação ao resultado do primeiro trimestre. "Dentre os drivers de crescimento do faturamento da Bematech estão o aumento no número de estabelecimentos comerciais e o índice de confiança do consumidor, derivado das expectativas do pequeno e médio varejo quanto ao crescimento da economia, que desacelerou no segundo trimestre de 2010."
Os investimentos em tecnologia são foco da empresa no ano. No segundo trimestre deste ano, a empresa investiu R$ 4,1 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e melhorias em produtos existentes.
Fonte: Valor Online
09/08/2010 - Elo começará a emitir cartões em outubro

A bandeira brasileira de cartões de pagamento Elo - relançada neste ano pelo Bradesco e o Banco do Brasil (BB) - deverá iniciar em outubro a emissão de plásticos, informou hoje o presidente do BB, Aldemir Bendine. A meta, como já havia sido anunciada, é ter uma participação de mercado de 15% em um prazo de cinco anos.
As sinergias previstas são da ordem de R$ 1 bilhão no mesmo período, mas essa cifra poderá subir com a entrada da Caixa Econômica Federal (CEF) na empresa que administrará a Elo. Inicialmente, a Caixa terá aproximadamente um terço do capital da bandeira, que será controlada por uma holding formada por Bradesco e Banco do Brasil. A empresa, no entanto, será privada, dado que a participação majoritária na holding controladora - de 50,01% - será do Bradesco.
Durante a apresentação à imprensa da parceria, Márcio Percival, presidente da Caixapar (braço de participações da Caixa) disse que o banco estatal ainda discutirá a entrada na holding, além de sua fatia na empresa que será criada para administrar os cartões de benefício, a Elo Vale.
O foco da nova bandeira serão os clientes de baixa renda, conforme indicaram os executivos presentes ao evento. Segundo o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, o uso de cartões representa apenas 31% das compras realizadas por consumidores das classes C e D, enquanto nas classes A e B, esse índice é de 65%. Na classe E, o uso dos cartões de pagamento representa apenas 6% das transações, disse o executivo.
Fonte: Valor Online
05/08/2010 - Eletroeletrônicos devem faturar R$ 125 bilhões em 2010

O faturamento da indústria de eletroeletrônicos deverá crescer 12% em 2010, na comparação com 2009. A pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) diz que o setor deve faturar R$ 125,643 bilhões neste ano. Em 2009, o faturamento foi de R$ 111,839 bilhões. Os dados constam de estudo divulgado nesta quinta-feira (5).
As áreas que registraram maior crescimento foram as de informática, equipamentos industriais e utilidades domésticas, que tiveram uma variação positiva de 15%.
De acordo com a Abinee, o faturamento da área de informática foi de R$ 35,27 bilhões em 2009 e deverá chegar a R$ 40,4 bilhões em 2010. Já os equipamentos industriais, que tiveram faturamento de R$ 15 bilhões no ano passado, devem ampliar esses valores para R$ 17,18 bilhões. E a de utilidades domésticas devem faturar R$ 15,381 bilhões em 2010, ante aos R$ 13,427 registrados em 2009.
“A maior área continua sendo a de informática”, diz o coordenador do grupo de trabalho responsável pelo estudo, Aluizio Byrro. “A meta do nosso setor é a de fazer com que o faturamento do setor de eletroeletrônicos passe de 4% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020”, acrescenta.
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