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27/01/2010 - Vale compra ativos de fertilizantes da Bunge no Brasil por US$ 3,8 bi

A Vale anunciou nesta quarta-feira a compra de 100% dos ativos de fertilizantes da Bunge no Brasil por US$ 3,8 bilhões. No negócio, US$ 1,65 bilhão será pago pelos ativos de rocha fosfática e fosfatados da BPI, subsidiária da multinacional no País. E US$ 2,15 bilhões se refere às ações detidas diretamente e indiretamente pela BPI na Fosfertil, informa a companhia. A transação foi antecipada horas antes do anúncio pelo colunista do iG Guilherme Barros.

 "Esta operação é de fundamental importância para a consolidação da estratégia da Vale em focar o Brasil como o grande mercado para sua produção de fosfatados, tendo em vista o potencial das minas locais, bem como o crescimento associados aos projetos desenvolvidos no exterior, como Bayóvar e, no futuro, Evate, todos com produção prioritariamente destinada ao mercado brasileiro", afirmou o presidente da mineradora, Roger Agnelli, por meio de nota à imprensa. Bayovar é um projeto da Vale no Peru.

A entrada da Vale no setor de fertilizantes atende à estratégia de crescer na cadeia de um dos segmentos que mais crescem no Brasil e no mundo: o setor de alimentos. A empresa já vem adquirindo áreas de pesquisa e exploração de insumos de fertilizantes desde meados da década.

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26/01/2010 - Lucro da Johnson & Johnson supera estimativas

A Johnson & Johnson apresentou nesta terça-feira um resultado trimestral melhor que o esperado, ajudada pela recuperação econômica global. Sua projeção de lucro para 2010 ficou próxima das previsões de Wall Street.

A empresa de cuidados de saúde afirmou que seu lucro no quarto trimestre caiu para US$ 2,2 bilhões, ou US$ 0,79 por ação, contra US$ 2,71 bilhões, ou US$ 0,97 por ação, um ano antes.

Excluindo itens especiais, como encargos de reestruturação, a J&J teve lucro de US$ 1,02 por ação no último trimestre. Analistas esperavam, em média, lucro de US$ 0,97 por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S/

As vendas da companhia no trimestre cresceram 9%, chegando a US$ 16,55 bilhões, bem acima da projeção de US$ 15,7 bilhões de analistas.

A empresa, conhecida por fazer projeções conservadoras, prevê um lucro anual em 2010 entre US$ 4,85 e US$ 4,95 por ação, excluindo itens. Analistas esperam, em média, lucro da empresa de US$ 4,94 por ação neste ano.

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26/01/2010 - Confiança da indústria é a maior em 11 anos, aponta CNI

Passado o pior da crise internacional, o empresário industrial brasileiro começou 2010 otimista. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) foi de 68,7 pontos em janeiro, o maior em 11 anos.

Houve uma alta de 2,8 pontos na comparação com outubro, e de 21,3 pontos ante janeiro de 2008, quando o índice de confiança do empresário despencou para 47,9 pontos. Valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima disso, otimismo.

O indicador das pequenas empresas passou de 63,1 pontos para 66,7 pontos. Nas grandes empresas, o índice alcançou 70,1 pontos e, entre as médias, ficou em 68,7 pontos. Os empresários também estão otimistas em relação aos próximos seis meses. O índice de confiança para o semestre subiu de 68,7 pontos em outubro para 71,8 pontos em janeiro. É o maior valor de toda a série histórica.

Para Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da CNI, o índice elevado em janeiro não é atípico, e reflete a confiança dos empresários no início do ano. Ele não descarta, porém, o fim da crise econômica como explicação para o bom número. "A economia está saindo da crise, o que aumenta o otimismo", afirmou.

Na indústria de transformação, o indicador teve o quarto aumento consecutivo, registrando 67,7 pontos. O indicador da indústria extrativa manteve-se estável e passou de 65 pontos em outubro para 65,2 pontos em janeiro. Na construção civil, incluída na pesquisa a partir deste mês, o índice foi de 68,9 pontos.

O Icei é elaborado a partir de pesquisa com as federações de indústrias de 25 Estados, que avalia o comportamento

26/01/2010 - FMI: Brasil crescerá 4,7% em 2010, acima da média mundial

A economia brasileira crescerá 4,7% em 2010, o que ajudará a América Latina a ter um ano melhor do que o previsto, com avanço de 3,7%, afirmou nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 4,7% este ano, em uma grande revisão para cima, frente aos 3,5% previstos pelo FMI em outubro.

O México terá crescimento de 4% este ano - sete décimos a mais que o calculado anteriormente -, após sofrer uma profunda recessão que eliminou 6,8% de seu PIB no ano passado.

A recuperação mundial é mais forte que o antecipado, graças ao vigor dos países emergentes, que farão com que o Produto Interno Bruto (PIB) do planeta cresça 3,9% este ano, mais que o previsto anteriormente, afirmou o FMI.

As economias avançadas crescerão 2,1% em 2010, de acordo com seus novos cálculos, que preveem uma alta de 6% nos países em desenvolvimento.

22/01/2010 - Brasil é dos que mais sofrem com pirataria musical on-line, dizem gravadoras

O Brasil, a Espanha e a França são os países mais afetados pela troca ilegal de arquivos de música pela internet, de acordo com a IFPI, associação que representa as maiores gravadoras do mundo.

O problema desses três países, afirma o instituto, é que, "apesar dos esforços da indústria", não conseguiu se estabelecer fortemente um serviço legal de venda de música pela internet. A conseqüência, diz, é que a venda de CDs desabou e o comércio pela web não conseguiu compensar nem de perto.

No Brasil, as vendas de músicas caíram mais de 40% entre 2005 e 2009, calcula a IFPI, e um dos efeitos dessa queda é que as cinco maiores gravadoras que atuam no país lançaram 67 álbuns de artistas locais em 2008 ante 625 novos CDs uma década antes.

"Isso tem sido particularmente danoso para um mercado em que 70% da música consumida é de repertório doméstico", diz a associação.

Ela afirma ainda que as quedas nas vendas de CDs no Brasil, na Espanha e na França também mostram que é um "mito" a tese de que a arrecadação com shows compensa a queda na venda de álbuns.

"Os ganhos com as performances ao vivo beneficiam mais, geralmente os veteranos, que já estão estabelecidos, enquanto os mais jovens, sem uma carreira lucrativa com shows, é que não têm a chance de desenvolver a sua carreira por meio da venda de CDs."

O IFPI estima que a venda global de música por meio físico (especialmente CDs) tenha caído 16% em 2009, para US$ 11,6 bilhões, enquanto o comércio digital somou US$ 4,2 bilhões, alta de 12% em relação a 2008. Desde 2004, as vendas digitais cresceram 940%, mas o mercado total de música encolheu 30%.

22/01/2010 - Unipar vende fatia na Quattor à Braskem por R$ 870 milhões

A União de Indústrias Petroquímicas (Unipar) anunciou nesta sexta-feira que fechou acordo para vender sua participação de 60% na Quattor para a Braskem.

A operação de R$ 870 milhões coroa meses de negociações e disputas judiciais para a formação da maior petroquímica da América Latina.

O acordo foi fechado pela Unipar juntamente com o grupo Odebrecht e Petrobras, que controlam a Braskem. O negócio envolve ainda a venda das participações da empresa na Unipar Comercial e Distribuidora e na Polibutenos Indústrias Químicas.

Do total da operação, R$ 647,3 milhões  correspondem a valor que será pago pela participação acionária da Unipar na Quattor.

A aquisição deverá ser paga com R$ 100 milhões desembolsados entre 18 de fevereiro e 4 de março, com os R$ 547,3 milhões restantes em até cinco dias úteis após a obtenção pela Braskem de autorizações de credores da Quattor.

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19/01/2010 - Conselho de Segurança da ONU aprova o envio de mais 3.500 soldados ao Haiti

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta terça-feira (19) o envio de mais 3.500 soldados para o Haiti para reforçar a segurança e melhorar a distribuição de ajuda humanitária às vítimas do terremoto que devastou o país caribenho na semana passada.

Ontem (18), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança que amplie a missão de estabilização no Haiti com mais 3.500 soldados, os capacetes azuis. Ban falava a repórteres depois de se dirigir ao Conselho em uma sessão a portas fechadas nesta segunda-feira. A Minustah, força de manutenção da paz do organismo no Haiti, tem atualmente cerca de 9.000 soldados e policiais no país.

Com o envio de mais soldados, a força de paz das Nações Unidas, a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), passará a ter 12.651 membros, número superior aos cerca de 9.000 previstos anteriormente.

A resolução foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança e destaca "as dramáticas circunstâncias e a urgente necessidade de uma resposta" ao drama vivido pelo Haiti.

"Devemos enviar as tropas o quanto antes possível para que ajudem a manter a ordem e permitam a distribuição da ajuda humanitária", disse Ban Ki-moon após a decisão do Conselho de Segurança.

ONU conseguiu 19% dos US$ 575 milhões que pediu com urgência depois do terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro, anunciou nesta terça-feira as Nações Unidas, que se disse satisfeita com a generosidade internacional.

19/01/2010 - Cadbury aceita oferta da Kraft Foods, de US$ 19,5 bilhões

A Cadbury aceitou uma oferta de compra de 11,9 bilhões de libras (US$ 19,5 bilhões) feita pela norte-americana Kraft Foods um acordo que encerra quatro meses de batalha e quase 200 anos de independência da maior confeitaria do Reino Unido.

A gigante de alimentos norte-americana afirmou que concordou em pagar 840 pence por cada ação da Cadbury, bem como um dividendo de 10 pence, o que melhorou sua oferta original e aumentou significativamente o valor em dinheiro.

A Kraft concordou em pagar 500 pence em dinheiro mais 0,1874 nova ação por cada ação da Cadbury, mais do que sua oferta original de 300 pence em dinheiro e 0,2589 nova ação. A oferta hostil original havia sido rejeitada pela Cadbury, que a considerou irrisória, e foi criticada por alguns acionistas da confeitaria por oferecer um baixo valor em dinheiro.

"A Kraft Foods acredita que a oferta final representa uma oportunidade atraente para os detentores de títulos da Cadbury, fornecendo capacidade para receberem aproximadamente 60% de sua remuneração em dinheiro e potencial de criação de valor no longo prazo", afirmou a companhia norte-americana.

A decisão da Kraft de elevar o valor em dinheiro da oferta e reduzir o valor em ações vai agradar o maior acionista da Kraft, o investidor Warren Buffet, que alertou a companhia no início deste mês a não emitir muitas novas ações para pagar pelo acordo.

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