28/01/2010 - Supermercados registram alta de 5,51% nas vendas de 2009

O setor supermercadista registrou variação real de 5,51% nas vendas de 2009, na comparação com 2008, conforme mostrou o Índice de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Já em valor nominal, o índice apresentou crescimento de 10,65% no ano passado. Para a Abras, esse resultado foi fomentado pelo aumento do crédito e da renda, que permitiu o consumo de mais categorias de produtos.
"Os incentivos fiscais do governo foram importantes", afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda. Em dezembro, foi registrado aumento real de 6,61% nas vendas contra igual mês do ano anterior, e de 31,20% em relação a novembro último.
Por sua vez, a variação nominal foi de 11,21% ante o mesmo mês de 2008, e de 31,68% na comparação com novembro.
A Abras também divulgou o resultado de novembro, quando foi registrado um crescimento real de 3,53% sobre o mesmo mês de 2008 e queda de 2,64%, em comparação a outubro de 2009.
Já a variação nominal foi de 7,9% ante novembro de 2008, ao passo que, na comparação com o mês anterior, houve queda de 2,24%.
A perspectiva do presidente da Abras é de um crescimento entre 8% e 9% no faturamento deste ano, levando em conta uma estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%. Segundo ele, o otimismo está baseado no cenário macroeconômico do país. "Devemos observar crescimento de emprego e renda", pontuou.
Em 2009, o AbrasMercado, índice que mensura os preços de 35 produtos de largo consumo, teve um crescimento nominal de 0,32%. Em comparação, o IPCA variou 4,31% no mesmo período.
28/01/2010 - Colgate-Palmolive tem lucro acima do esperado

A Colgate-Palmolive registrou um aumento maior que o esperado no lucro do quarto trimestre, auxiliada por maiores vendas e preços.
Para 2010, a empresa previu um crescimento de dois dígitos no lucro por ação.
No quarto trimestre, a Colgate lucrou 631 milhões de dólares, ou 1,21 dólar por ação, ante 497 milhões de dólares, ou 0,94 dólar por ação, um ano antes.
As vendas subiram 11,4 por cento, para 4,08 bilhões de dólares, enquanto o volume de bens vendidos teve alta de 3 por cento.
Analistas previam, em média, um lucro de 1,18 dólar por ação, com vendas de 4,08 bilhões de dólares, segundo pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S.
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27/01/2010 - Votorantim planeja investir mais R$ 10 bi no Brasil até 2012

O presidente do Conselho Administrativo da Votorantim Participações, Carlos Ermírio de Moraes, apresentou nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conclusão do plano de investimentos do grupo a ser executado até 2012 e que somará R$ 30 bilhões. O plano apresentado em 2007 previa um investimento total no período (2007-2012) de R$ 26 bilhões. Desses, R$ 20 bilhões já foram executados nos últimos três anos.
Segundo o empresário, os outros R$ 10 bilhões serão concentrados na expansão do setor de cimento e aço. "Os investimentos no setor de celulose foram consolidados em 2009". Ele destacou, entretanto, que está nos planos do grupo a consolidação da empresa Veracel, na Bahia.
Sobre uma participação do grupo Votorantim no consórcio para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, Carlos Ermírio respondeu que não tratou especificamente desse assunto com o presidente, mas que a questão do fornecimento de energia foi discutido de maneira genérica.
Segundo o presidente do conselho da Votorantim, a abordagem foi no sentido do desafio que o País tem de garantir o fornecimento de energia a preços competitivos nos próximos anos.
O empresário lembrou que a matriz energética brasileira está concentrada basicamente na geração hídrica e que o gás natural terá um papel mais relevante nos próximos cinco anos.
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27/01/2010 - Vale compra ativos de fertilizantes da Bunge no Brasil por US$ 3,8 bi

A Vale anunciou nesta quarta-feira a compra de 100% dos ativos de fertilizantes da Bunge no Brasil por US$ 3,8 bilhões. No negócio, US$ 1,65 bilhão será pago pelos ativos de rocha fosfática e fosfatados da BPI, subsidiária da multinacional no País. E US$ 2,15 bilhões se refere às ações detidas diretamente e indiretamente pela BPI na Fosfertil, informa a companhia. A transação foi antecipada horas antes do anúncio pelo colunista do iG Guilherme Barros.
"Esta operação é de fundamental importância para a consolidação da estratégia da Vale em focar o Brasil como o grande mercado para sua produção de fosfatados, tendo em vista o potencial das minas locais, bem como o crescimento associados aos projetos desenvolvidos no exterior, como Bayóvar e, no futuro, Evate, todos com produção prioritariamente destinada ao mercado brasileiro", afirmou o presidente da mineradora, Roger Agnelli, por meio de nota à imprensa. Bayovar é um projeto da Vale no Peru.
A entrada da Vale no setor de fertilizantes atende à estratégia de crescer na cadeia de um dos segmentos que mais crescem no Brasil e no mundo: o setor de alimentos. A empresa já vem adquirindo áreas de pesquisa e exploração de insumos de fertilizantes desde meados da década.
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26/01/2010 - Lucro da Johnson & Johnson supera estimativas

A Johnson & Johnson apresentou nesta terça-feira um resultado trimestral melhor que o esperado, ajudada pela recuperação econômica global. Sua projeção de lucro para 2010 ficou próxima das previsões de Wall Street.
A empresa de cuidados de saúde afirmou que seu lucro no quarto trimestre caiu para US$ 2,2 bilhões, ou US$ 0,79 por ação, contra US$ 2,71 bilhões, ou US$ 0,97 por ação, um ano antes.
Excluindo itens especiais, como encargos de reestruturação, a J&J teve lucro de US$ 1,02 por ação no último trimestre. Analistas esperavam, em média, lucro de US$ 0,97 por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S/
As vendas da companhia no trimestre cresceram 9%, chegando a US$ 16,55 bilhões, bem acima da projeção de US$ 15,7 bilhões de analistas.
A empresa, conhecida por fazer projeções conservadoras, prevê um lucro anual em 2010 entre US$ 4,85 e US$ 4,95 por ação, excluindo itens. Analistas esperam, em média, lucro da empresa de US$ 4,94 por ação neste ano.
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26/01/2010 - Confiança da indústria é a maior em 11 anos, aponta CNI

Passado o pior da crise internacional, o empresário industrial brasileiro começou 2010 otimista. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) foi de 68,7 pontos em janeiro, o maior em 11 anos.
Houve uma alta de 2,8 pontos na comparação com outubro, e de 21,3 pontos ante janeiro de 2008, quando o índice de confiança do empresário despencou para 47,9 pontos. Valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima disso, otimismo.
O indicador das pequenas empresas passou de 63,1 pontos para 66,7 pontos. Nas grandes empresas, o índice alcançou 70,1 pontos e, entre as médias, ficou em 68,7 pontos. Os empresários também estão otimistas em relação aos próximos seis meses. O índice de confiança para o semestre subiu de 68,7 pontos em outubro para 71,8 pontos em janeiro. É o maior valor de toda a série histórica.
Para Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da CNI, o índice elevado em janeiro não é atípico, e reflete a confiança dos empresários no início do ano. Ele não descarta, porém, o fim da crise econômica como explicação para o bom número. "A economia está saindo da crise, o que aumenta o otimismo", afirmou.
Na indústria de transformação, o indicador teve o quarto aumento consecutivo, registrando 67,7 pontos. O indicador da indústria extrativa manteve-se estável e passou de 65 pontos em outubro para 65,2 pontos em janeiro. Na construção civil, incluída na pesquisa a partir deste mês, o índice foi de 68,9 pontos.
26/01/2010 - FMI: Brasil crescerá 4,7% em 2010, acima da média mundial

A economia brasileira crescerá 4,7% em 2010, o que ajudará a América Latina a ter um ano melhor do que o previsto, com avanço de 3,7%, afirmou nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 4,7% este ano, em uma grande revisão para cima, frente aos 3,5% previstos pelo FMI em outubro.
O México terá crescimento de 4% este ano - sete décimos a mais que o calculado anteriormente -, após sofrer uma profunda recessão que eliminou 6,8% de seu PIB no ano passado.
A recuperação mundial é mais forte que o antecipado, graças ao vigor dos países emergentes, que farão com que o Produto Interno Bruto (PIB) do planeta cresça 3,9% este ano, mais que o previsto anteriormente, afirmou o FMI.
As economias avançadas crescerão 2,1% em 2010, de acordo com seus novos cálculos, que preveem uma alta de 6% nos países em desenvolvimento.
22/01/2010 - Brasil é dos que mais sofrem com pirataria musical on-line, dizem gravadoras

O Brasil, a Espanha e a França são os países mais afetados pela troca ilegal de arquivos de música pela internet, de acordo com a IFPI, associação que representa as maiores gravadoras do mundo.
O problema desses três países, afirma o instituto, é que, "apesar dos esforços da indústria", não conseguiu se estabelecer fortemente um serviço legal de venda de música pela internet. A conseqüência, diz, é que a venda de CDs desabou e o comércio pela web não conseguiu compensar nem de perto.
No Brasil, as vendas de músicas caíram mais de 40% entre 2005 e 2009, calcula a IFPI, e um dos efeitos dessa queda é que as cinco maiores gravadoras que atuam no país lançaram 67 álbuns de artistas locais em 2008 ante 625 novos CDs uma década antes.
"Isso tem sido particularmente danoso para um mercado em que 70% da música consumida é de repertório doméstico", diz a associação.
Ela afirma ainda que as quedas nas vendas de CDs no Brasil, na Espanha e na França também mostram que é um "mito" a tese de que a arrecadação com shows compensa a queda na venda de álbuns.
"Os ganhos com as performances ao vivo beneficiam mais, geralmente os veteranos, que já estão estabelecidos, enquanto os mais jovens, sem uma carreira lucrativa com shows, é que não têm a chance de desenvolver a sua carreira por meio da venda de CDs."
O IFPI estima que a venda global de música por meio físico (especialmente CDs) tenha caído 16% em 2009, para US$ 11,6 bilhões, enquanto o comércio digital somou US$ 4,2 bilhões, alta de 12% em relação a 2008. Desde 2004, as vendas digitais cresceram 940%, mas o mercado total de música encolheu 30%.
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voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |