01/02/2010 - Real acompanha euro e se aprecia em relação ao dólar

Depois de nove sessões seguidas de valorização em relação ao real, o dólar, que iniciou as operações desta segunda-feira em alta, parece dar um fôlego ao mercado, com a reversão da trajetória.
Com mínima de R$ 1,871 e máxima de R$ 1,895, há pouco, a moeda americana recuava 0,10%, a R$ 1,881 na compra e a R$ 1,883 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com vencimento em março tinha baixa de 0,68%, a R$ 1,890. Na sexta-feira, o dólar comercial avançou 0,96%, a R$ 1,885.
Segundo o analista econômico da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, o movimento de hoje do real está sendo favorecido pela alta do euro em relação ao dólar.
" Além disso, o vencimento de opções, com a formação da Ptax, influenciou bastante o movimento do dólar no fim da semana passada, então hoje há uma correção deste ?movimento artificial? " , ressaltou Rostagno.
Nesta semana, a agenda americana reserva indicadores de peso relativos ao desempenho da economia do país no início do ano, que devem guiar o movimento cambial também no Brasil.
" Esperamos para a semana a continuação da dinâmica do câmbio atrelado às moedas externas, e será importante ver o desempenho dos indicadores nos Estados Unidos, já que, se vierem positivos, poderão favorecer a Bolsa, dando um alívio à cotação do dólar " , comentou o analista da CM Capital.
Entre os destaques americanos dos próximos dias, estão os dados de dezembro do mercado de imóveis, que serão divulgados na terça-feira, e os números de janeiro do mercado de trabalho, na sexta-feira, além dos índices de atividade no setor industrial e de serviços, também relativos ao primeiro mês de 2010.
Depois de o dólar se apreciar em 3,86% na última semana e de acumular valorização de 8,15% no ano, as instituições de mercado elevaram a previsão para a cotação da moeda ao fim de 2010.
De acordo com o Boletim Focus do Banco Central divulgado nesta manhã, a estimativa subiu de R$ 1,75 para R$ 1,76, enquanto a projeção para 2011 aumentou de R$ 1,83 para R$ 1,85.
01/02/2010 - Cosan propõe aliança de US$ 12 bilhões com a Shell

A Cosan anunciou nesta segunda-feira negociações com a Shell para a formação de uma joint-venture de US$ 12 bilhões que vai reunir sob um mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa de desenvolvimento. O negócio será concretizado ainda hoje, segundo a assessoria da Cosan.
Segundo o diretor financeiro da Cosan, Marcelo Martins, o negócio deve gerar um faturamento bruto anual de R$ 40 bilhões.
A companhia assinou na véspera um memorando de entendimento para negociações exclusivas por 180 dias para a formação da joint-venture que vai unir os negócios da Cosan de açúcar e etanol, incluindo co-geração de energia, com ativos de distribuição e comercialização de combustíveis da Shell no Brasil, além da participação da petrolífera em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa.
O valor dos ativos a serem transferidos pela Cosan à associação soma US$ 4,925 bilhões. A companhia ainda vai migrar dívidas líquidas de cerca de US$ 2,524 bilhões.
Enquanto isso, a Shell vai fazer em até dois anos aporte em dinheiro na joint-venture de cerca de US$ 1,625 bilhão e valor "contingente" estimado em US$ 300 milhões ao longo de cinco anos, "a título de contribuição adicional baseada em ganhos futuros da estrutura conjugada".
Segundo a Cosan, maior empresa de açúcar e álcool do país, a associação será "possivelmente" implementada por meio da criação de duas companhias. Uma ficaria a cargo de açúcar, etanol e co-geração de energia. A outra ficaria com os ativos de distribuição de combustíveis, que será a terceira maior do setor do país, com 4.500 postos de combustíveis no Brasil.
A Cosan vai dar mais esclarecimentos sobre a operação proposta ainda nesta segunda-feira.
29/01/2010 - ONU pede perdão da dívida externa do Haiti, de US$ 1 bi

A agência de desenvolvimento da ONU se juntou nesta sexta-feira aos pedidos para o perdão da dívida externa do Haiti, que é de US$ 1 bilhão, em resposta ao terremoto que devastou o país no dia 12.
A Conferência da Organização das Nações Unidas em Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) apoiou os pedidos do Fundo Monetário Internacional por um esforço de financiamento semelhante ao plano Marshall dos Estados Unidos que reconstruiu a Europa após a Segunda Guerra Mundial.
"A UNCTAD acredita que essa tarefa deve começar com o cancelamento imediato e total das obrigações de dívida existentes do Haiti", afirmou em uma declaração.
A UNCTAD disse que um estudo sobre o efeito de 21 desastres naturais em países pobres entre 1980 e 2008 apontaram um acréscimo de 24 pontos percentuais na proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) das nações nos três anos seguintes.
"Impactos em tal escala podem iniciar um ciclo vicioso de miséria econômica, maior financiamento externo, serviços de dívida onerosos e investimentos insuficientes para acalmar choques futuros", afirmou.
O Haiti perdeu 60% de seu PIB no desastre, disse na segunda-feira o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive, referindo-se à concentração da economia na capital Porto Príncipe, próxima ao epicentro do forte terremoto de magnitude 7.
A UNCTAD disse que os credores deveriam declarar a moratória da dívida do Haiti, seguida do cancelamento o mais rápido possível.
29/01/2010 - Uso da capacidade instalada deve terminar 2010 por volta de 86%

O economista da FGV, Aloisio Campelo, afirmou hoje que o indicador de nível de utilização da capacidade instalada pode terminar 2010 em um intervalo entre 85% e 86%. Entre os setores, a maior pressão deve vir do de bens intermediários.
O nível de utilização da capacidade instalada na indústria atingiu 83,8% este mês, o que denota estabilidade na comparação com dezembro do ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas.
O percentual é superior à média de dez anos, de 82,3%. A FGV pontuou ainda que o indicador vem subindo nos últimos meses, dada a recuperação da economia. Em outubro, ficou em 82,5% e, em novembro, em 82,9%. Os dados já contam com ajuste sazonal.
No entanto, a utilização da capacidade instalada ainda não retornou ao nível pré-crise. Em junho de 2008, esse indicador estava em 86,7%. "Foi um período virtuoso. As empresas estavam investindo e, vale lembrar, não havia pressão inflacionária", disse Campelo.
O indicador que deve retornar ao nível pré-crise este ano é o de emprego previsto. Este mês, o indicador atingiu os 120,8 pontos. Em junho de 2008, antes da crise, tinha registrado 124,8 pontos. A FGV revelou que 26,5% das empresas pretendem contratar nos próximos três meses, enquanto 5,7% pretendem demitir. "Este é o menor percentual de empresas que dizem que irão demitir, em mais de duas décadas", notou Campelo.
28/01/2010 - Desemprego em dezembro atinge menor nível da história, aponta Dieese

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do Brasil - Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo - caiu de 13,2% em novembro para 12,5% em dezembro, segundo dados divulgados hoje pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioecômicos (Dieese). Este foi o menor percentual desde que o indicador passou a ser calculado, em 1998.
Segundo Sérgio Mendonça, economista do Dieese, o desempenho reflete a recuperação da economia brasileira no último trimestre de 2009, sobretudo da indústria, que foi o setor mais afetado pela crise financeira mundial.
"Com exceção de São Paulo, o mercado de trabalho nestas regiões não foi muito prejudicado ao longo do ano passado pela crise global. Mas desde outubro percebemos uma retomada disseminada da indústria. Isso aliado as contratações de fim de ano no comércio levaram a taxa de desemprego para o menor nível da história", observa Mendonça. Na média anual, a taxa ficou em 14,2%, com 2,488 milhões de desempregados, 45 mil a mais do que no final de 2008. O índice, porém, se manteve praticamente estável na comparação entre os dois períodos, já que naquele ano a taxa foi de 14,1%.
Em cada região, a taxa de desemprego refletiu a seguinte variação anual: Belo Horizonte (de 9,8% para 10,3%), Distrito Federal (de 16,6% para 15,8%), Porto Alegre (de 11,2% para 11,1%), Recife (19,6% para 19,2%), Salvador (20,3% para 19,4%) e São Paulo (de 13,4% para 13,8%).
Já o número de ocupados nas seis regiões metropolitanas foi avaliado em 17,155 milhões de pessoas, enquanto a População Economicamente Ativa (PEA) está em 19,999 milhões.
O Dieese observa que no ano passado foram criados 119 mil empregos. O volume, entretanto, foi insuficiente para absorver as 164 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho.
Em 2009, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 1,4% e passou para R$ 1.236. Para os assalariados, o crescimento foi 1,1%, para R$ 1.309.
28/01/2010 - Supermercados registram alta de 5,51% nas vendas de 2009

O setor supermercadista registrou variação real de 5,51% nas vendas de 2009, na comparação com 2008, conforme mostrou o Índice de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Já em valor nominal, o índice apresentou crescimento de 10,65% no ano passado. Para a Abras, esse resultado foi fomentado pelo aumento do crédito e da renda, que permitiu o consumo de mais categorias de produtos.
"Os incentivos fiscais do governo foram importantes", afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda. Em dezembro, foi registrado aumento real de 6,61% nas vendas contra igual mês do ano anterior, e de 31,20% em relação a novembro último.
Por sua vez, a variação nominal foi de 11,21% ante o mesmo mês de 2008, e de 31,68% na comparação com novembro.
A Abras também divulgou o resultado de novembro, quando foi registrado um crescimento real de 3,53% sobre o mesmo mês de 2008 e queda de 2,64%, em comparação a outubro de 2009.
Já a variação nominal foi de 7,9% ante novembro de 2008, ao passo que, na comparação com o mês anterior, houve queda de 2,24%.
A perspectiva do presidente da Abras é de um crescimento entre 8% e 9% no faturamento deste ano, levando em conta uma estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%. Segundo ele, o otimismo está baseado no cenário macroeconômico do país. "Devemos observar crescimento de emprego e renda", pontuou.
Em 2009, o AbrasMercado, índice que mensura os preços de 35 produtos de largo consumo, teve um crescimento nominal de 0,32%. Em comparação, o IPCA variou 4,31% no mesmo período.
28/01/2010 - Colgate-Palmolive tem lucro acima do esperado

A Colgate-Palmolive registrou um aumento maior que o esperado no lucro do quarto trimestre, auxiliada por maiores vendas e preços.
Para 2010, a empresa previu um crescimento de dois dígitos no lucro por ação.
No quarto trimestre, a Colgate lucrou 631 milhões de dólares, ou 1,21 dólar por ação, ante 497 milhões de dólares, ou 0,94 dólar por ação, um ano antes.
As vendas subiram 11,4 por cento, para 4,08 bilhões de dólares, enquanto o volume de bens vendidos teve alta de 3 por cento.
Analistas previam, em média, um lucro de 1,18 dólar por ação, com vendas de 4,08 bilhões de dólares, segundo pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S.
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27/01/2010 - Votorantim planeja investir mais R$ 10 bi no Brasil até 2012

O presidente do Conselho Administrativo da Votorantim Participações, Carlos Ermírio de Moraes, apresentou nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conclusão do plano de investimentos do grupo a ser executado até 2012 e que somará R$ 30 bilhões. O plano apresentado em 2007 previa um investimento total no período (2007-2012) de R$ 26 bilhões. Desses, R$ 20 bilhões já foram executados nos últimos três anos.
Segundo o empresário, os outros R$ 10 bilhões serão concentrados na expansão do setor de cimento e aço. "Os investimentos no setor de celulose foram consolidados em 2009". Ele destacou, entretanto, que está nos planos do grupo a consolidação da empresa Veracel, na Bahia.
Sobre uma participação do grupo Votorantim no consórcio para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, Carlos Ermírio respondeu que não tratou especificamente desse assunto com o presidente, mas que a questão do fornecimento de energia foi discutido de maneira genérica.
Segundo o presidente do conselho da Votorantim, a abordagem foi no sentido do desafio que o País tem de garantir o fornecimento de energia a preços competitivos nos próximos anos.
O empresário lembrou que a matriz energética brasileira está concentrada basicamente na geração hídrica e que o gás natural terá um papel mais relevante nos próximos cinco anos.
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