18/02/2010 - Cresce presença de empresas brasileiras em ranking de marcas mais valiosas

O número de marcas brasileiras presentes na lista das 500 mais valiosas do mundo saltou de apenas seis em 2009 para 15 neste ano. As três empresas brasileiras mais bem classificadas são o Bradesco, o Banco do Brasil e a Petrobras. Mundialmente, Walmart, Google e Coca-Cola lideram o ranking.
O relatório da Brand Finance, consultoria independente especializado na avaliação de marcas, é produzido com base em um levantamento financeiro sobre as empresas e em questionários com clientes e especialistas em medir a força de marcas.
"A região sul-americana registrou o mais alto crescimento do valor de suas marcas, crescendo 84% (desde o ano passado). Isso é um reflexo do desempenho sólido na região, particularmente do mercado bancário brasileiro,” diz a Brand Finance.
Em entrevista à BBC Brasil, Gilson Nunes, diretor da Brand Finance do Brasil, explica porque a presença de marcas brasileiras no ranking cresceu tanto.
"A crise econômica afetou seriamente as marcas de empresas dos países desenvolvidos, abrindo espaço para o crescimento das marcas das demais nações. O Brasil, porém, quase não sentiu a crise, o que possibilitou às empresas nacionais ganhar valor de mercado", disse.
Entre as 15 empresas brasileiras que entraram no ranking das 500 mais, oito são do setor bancário, três de telefonia e duas de extrativismo mineral. Gerdau e Bovespa completam a lista.
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17/02/2010 - Votorantim compra 3,93% da Cinveste e aumenta fatia na Cimpor

O grupo Votorantim confirmou hoje a compra de mais 3,93% da Cimpor por 154,45 milhões de euros, após acordo com a Cinveste. Foram adquiridas 26.402.425 ações ao preço unitário de 5,85 euros. Por sua vez, em comunicado publicado na comissão de valores portuguesa (CMVM), a Cinveste diz que o acordo prevê mecanismos de revisão de preço em relação à oferta pública que está sendo realizada pela CSN.
Com a operação, a Votorantim garante na Cimpor uma participação qualificada de 30,84%, considerando aqui o acordo de voto conjunto firmado em 3 de fevereiro com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), detentora de uma fatia de 9,63% na Cimpor.
No mesmo dia em que fechou o acordo com o banco português, o grupo brasileiro comprou 17,28% da francesa Lafarge na Cimpor.
Em comunicado, a empresa da família Ermírio de Moraes diz que a última aquisição de ações da Cimpor será efetivada na sexta-feira. A transação teve a assessoria financeira do Deutsche Bank, mesmo banco contratado em outubro de 2008 para avaliar os ativos da cimenteira portuguesa.
A Votorantim diz ainda que aguarda o encerramento da oferta pública realizada pela CSN para aquisição de ações da Cimpor. Ontem, a CSN, que oferece 6,18 euros por ação da produtora de cimento, informou que sua oferta será concluída na próxima segunda-feira, às 15 horas.
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17/02/2010 - Lucro da Kraft Foods atinge US$ 710 milhões no 4º trimestre

A Kraft Foods anunciou que teve lucro de US$ 710 milhões no último trimestre do ano passado, superando em quase quatro vezes o ganho de US$ 178 milhões registrado no mesmo período de 2008.
Nessa base de comparação, a receita líquida da companhia avançou 3,2%, para US$ 11,025 bilhões, na esteira de impactos favoráveis da desvalorização do dólar, o que melhorou o resultado medido em moeda americana.
Já o resultado operacional ficou positivo em US$ 1,306 bilhão, quase quatro vezes acima do montante de US$ 330 milhões de igual trimestre do calendário anterior.
Em seu balanço trimestral, a Kraft Foods também informa que passou a mirar, no longo prazo, um crescimento orgânico da receita líquida igual ou superior a 5% com a aquisição da Cadbury.
Sobre os ganhos de sinergia com a Cadbury, a companhia diz que espera, até o final de 2012, capturar uma economia de pelo menos US$ 675 milhões por ano em custos antes de impostos.
Com a Cadbury, a Kraft estima um acréscimo de US$ 0,05 no lucro por ação em 2011. No longo prazo, a meta é ampliar entre 9% e 11% esse resultado.
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12/02/2010 - Anbima: fusões e aquisições devem crescer até 40% no Brasil

O volume de fusões e aquisições no Brasil deve crescer de 30% a 40% em 2010, com um mercado consumidor animado e medidas do governo para promover conglomerados locais, previu nesta quinta-feira a Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Compras, reestruturações e parcerias serão mais frequentes nos setores de agronegócio, varejo e financeiro, com a expansão econômica do Brasil ganhando força frente ao aumento da renda e 'boom' de crédito no País.
O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) será a principal fonte de financiamento para as fusões e aquisições, segundo a responsável pelo Subcomitê de Fusões e Aquisicões da Anbima, Carolina Lacerda. "2010 está se mostrando um ano muito bom. Tivemos nesses primeiros meses operações grandes já", disse ela a jornalistas.
Após um 2009 bom para vendas de ações no Brasil, que contou com duas das três maiores ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) em todo o mundo, a expectativa é de que a atividade de fusões e aquisições cresça com empresas buscando consolidar suas operações e bloquear a expansão de concorrentes.
Em 2009, o volume de fusões e aquisições anunciado foi de R$ 150,6 bilhões, representando uma queda de 32% ante os R$ 220,3 bilhões em 2008, segundo a Anbima. O dado de 2008 teve forte influência da gigante união de Itaú e Unibanco.
Algumas das transações ao longo do ano passado ocorreram com a bênção do governo, que quer criar conglomerados brasileiros de nível global.
12/02/2010 - Brasil se prepara para reunião com UE em Madri

Representantes do governo brasileiro terão na próxima segunda-feira uma reunião com a União Europeia (UE) em Madri, para abordar a reconstrução do Haiti, a situação em Honduras e as negociações de um acordo entre o bloco europeu e o Mercosul.
Juan Carlos Sánchez, diretor-geral de política externa para região ibero-americana da Chancelaria espanhola, afirmou hoje que a reunião servirá para "o reforço do vínculo da América Latina com a Europa".
O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, cujo país exerce a Presidência da UE, será o anfitrião da reunião, que terá a presença do chanceler Celso Amorim e da chefe da diplomacia da UE, Katherine Ashton.
Segundo Sánchez, o ponto forte da reunião será o possível reatamento das negociações para um acordo comercial entre Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) e a UE.
As partes também tratarão os preparativos da cúpula União Europeia-América Latina, que será realizada em maio próximo em Madri.
Com a reunião, UE e Brasil iniciam o diálogo político de alto nível previsto na associação estratégica, criada em Lisboa em 4 de julho de 2007, quando foi realizada a primeira cúpula bilateral.
11/02/2010 - Volume de cheques honrados sobe em janeiro, diz TeleCheque

O índice de cheques honrados no país apresentou alta no mês de janeiro, informou nesta quinta-feira o TeleCheque. Segundo a empresa de análise de crédito, do total de cheques emitidos neste mês, 97,22% foram honrados --uma alta de 0,56% ante o mesmo mês de 2009.
Segundo o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto, a alta indica uma mudança de patamar dos cheques honrados na comparação com os últimos anos, o que levará a um aumento do crédito no primeiro semestre do ano.
"O perfil de consumo nacional passou por uma evolução comportamental, ou seja, temos consumidores mais adimplentes e conscientes no ato da compra. Com isso, o varejo está mais confiante e os comerciantes vão aproveitar este ano para investir no crescimento de seus negócios e ampliação do crédito", Praxedes.
No ranking por Estados, os que apresentaram os maiores índices de cheques honrados no mês passado foram Sergipe (98,33%), Espírito Santo (98,08%) e Minas Gerais (97,93%).
Na outra ponta, apresentaram os menores índices os Estados de Amazonas (95,74%), Alagoas (96,08%) e Maranhão (96,29%).
11/02/2010 - Anatel proíbe operadoras de celular de mandarem mensagens aos clientes

Atendendo a uma recomendação feita pelo MPF (Ministério Público Federal), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu todas as operadoras de telefonia móvel de encaminharem mensagens de texto não solicitadas a seus consumidores.
Segundo a agência, todas as operadoras receberam um ofício informando sobre a obrigação, a partir de 1º de maio de 2010, de que os contratos de adesão ao serviço de telefonia móvel contenham cláusulas em que o cliente possa optar por receber ou não mensagens publicitárias.
As cláusulas devem ser redigidas de forma clara, acrescidas de um campo onde o usuário deverá assinalar se deseja ou não receber tais mensagens.
Segundo informa o MPF, esse campo específico deverá estar, obrigatoriamente, localizado junto ao parágrafo que trata do assunto, antes da assinatura do usuário, aderindo aos termos dos contratos.
Nos contratos vigentes, os usuários que não quiserem mais receber as mensagens publicitárias deverão entrar em contato com suas operadoras e manifestar seu desejo de não mais receber mensagens publicitárias em seus telefones celulares.
10/02/2010 - Varejo eleva estoque de eletrônicos para Copa

As varejistas do setor de eletroeletrônicos anteciparam as negociações com os fornecedores e pretendem enfocar, já em março, campanhas promocionais com motivos da Copa do Mundo. A intenção é fugir à possibilidade de alta de 7% no preço dos aparelhos da linha marrom (áudio e vídeo), que estiveram em falta no mercado no período do Natal por causa da retomada tardia da produção da industrial.
Com o evento esportivo, as redes acreditam até que haverá inversão no volume de vendas de televisores e aparelhos de som com relação aos anos "sem Copa" -60% dos aparelhos são vendidos no 2º semestre por conta do Natal. Otimista com a data, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) espera ver alta de 100% em vendas na comparação com 2009.
"A indústria retomou, mas leva um tempo até esse movimento se chegar ao varejo e as coisas se estabilizarem. Em algumas linhas, produtos vão continuar faltando ainda, e isso com certeza gera em preço mais alto", afirma o professor Nuno Fouto, do Programa de Administração do Varejo (Provar). Para Fouto, a falta de itens para cobrir a demanda em época de sazonalidade pode gerar uma pressão inflacionária sobre essas mercadorias no momento da reposição de estoques do varejo. "Em média leva um ano para os estoques se normalizarem, por isso é possível que haja dificuldade de reforçar estoque."
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