19/02/2010 - Volátil, dólar opera em queda pelo terceiro dia seguido

Embora bastante volátil, o dólar está registrando o terceiro dia consecutivo de perdas em relação ao real nos negócios desta sexta-feira.
Com mínima de R$ 1,812 e máxima de R$ 1,827, há pouco, a moeda americana recuava 0,16%, transacionada a R$ 1,818 na compra e a R$ 1,820 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar futuro com vencimento em março aumentava 0,41%, a R$ 1,8205.
Na quarta-feira, a divisa caiu 1,66%. Um dia depois, se depreciou em 0,27%.
Depois de o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, ter anunciado na noite de ontem a elevação da taxa de redesconto em 0,25 ponto percentual, para 0,75%, o mercado segue atento ao cenário externo e à repercussão da notícia nas bolsas americanas.
Embora algumas instituição acreditem que a instituição monetária tenha sinalizado que o início do aperto monetário está mais próximo que o previsto, o economista do Modal Asset Management, Ivo Chermont, avalia que não há indícios de uma subida iminente dos juros.
Uma das razões que corrobora para essa perspectiva é o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos referente a janeiro, divulgado nesta manhã. De acordo com o Departamento do Trabalho, o índice aumentou 0,2% no mês passado. Sem alimentos e energia, o indicador caiu 0,1% no período, invertendo a direção tomada em dezembro do ano passado, quando tinha subido 0,1%.
19/02/2010 - Brasil e Argentina definem agenda para integração

Os governos do Brasil e da Argentina definiram uma " agenda comum " para avançar em questões de integração produtiva. Um dos primeiros passos, segundo funcionários dos dois países que se reuniram ontem em Buenos Aires, é eliminar uma série de " problemas regulatórios " que dificultam o uso de linhas de financiamento do BNDES. O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, revelou que isso tem ocorrido em duas situações: empresas argentinas que pedem recursos para financiar investimentos no Brasil e companhias brasileiras que buscam empréstimos para a compra de bens de capital produzidos na Argentina, mas com um percentual de peças brasileiras.
Sem novidades concretas para anunciar, os funcionários brasileiros e argentinos procuraram demonstrar sintonia e ressaltaram as oportunidades de negócios que podem ser criadas. O secretário de Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, dividiu os esforços para fortalecer a integração produtiva em dois setores: os " estratégicos " , visando à competição global no longo prazo, e os " sensíveis " , com ações para superar conflitos no comércio bilateral.
Um exemplo mencionado de sucesso na integração das cadeias produtivas é o setor automotivo, no qual os investimentos de montadoras e fabricantes de autopeças têm focado o Mercosul como um único mercado, buscando as complementariedades de cada país. " A questão é como isso pode aterrissar em um outro universo da economia, o das pequenas e médias empresas " , disse o embaixador do Brasil na Argentina, Ênio Cordeiro.
Uma nova reunião, com a participação do Banco Central de cada país, foi agendada para março. Para o secretário argentino, os encontros têm permitido reduzir o grau de tensão comercial. " Há um trabalho concreto e decidido, com uma agenda positiva, que permitirá transformar algumas tensões comerciais em integração produtiva " , disse Bianchi.
19/02/2010 - Preço das passagens aéreas caiu 27,6% em 2009, afirma Anac

A constatação é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que divulgou hoje (19) um estudo, baseado em dados do relatório Yield Tarifa e em informações das empresas aéreas brasileiras, segundo o qual o valor pago pelos passageiros para voar nas principais rotas do Brasil no ano passado foi o menor dos últimos anos: R$ 0,48 por quilômetro voado.
De acordo com a Anac, esse valor é 27,6% mais baixo do que o registrado em 2008, que foi de R$ 0,66 por quilômetro voado, e de 39,2% em relação a 2003, o mais alto do período (R$ 0,78).
A queda de preços foi acompanhada por um aumento de 17,7% na demanda por voos domésticos. A presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, diz que esses números devem-se à participação crescente das companhias aéreas de menor porte no mercado brasileiro. De acordo com Solange, diferentemente do que ocorreu em outros países, onde o tráfego aéreo ainda sofre com a crise, o Brasil teve um ano excelente, com aumento na demanda por voos domésticos e queda de quase 28% nos preços das passagens.
“As duas maiores companhias brasileiras já chegaram a ter mais de 90% do mercado de voos domésticos. Atualmente, elas têm 84%, já que as empresas de menor porte estão ampliando sua participação. É uma mudança significativa em pouco tempo considerando um mercado tão grande, com quase 128 milhões embarques e desembarques em 2009”, destaca o superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da Anac, Juliano de Alcântara Noman.
18/02/2010 - Cresce presença de empresas brasileiras em ranking de marcas mais valiosas

O número de marcas brasileiras presentes na lista das 500 mais valiosas do mundo saltou de apenas seis em 2009 para 15 neste ano. As três empresas brasileiras mais bem classificadas são o Bradesco, o Banco do Brasil e a Petrobras. Mundialmente, Walmart, Google e Coca-Cola lideram o ranking.
O relatório da Brand Finance, consultoria independente especializado na avaliação de marcas, é produzido com base em um levantamento financeiro sobre as empresas e em questionários com clientes e especialistas em medir a força de marcas.
"A região sul-americana registrou o mais alto crescimento do valor de suas marcas, crescendo 84% (desde o ano passado). Isso é um reflexo do desempenho sólido na região, particularmente do mercado bancário brasileiro,” diz a Brand Finance.
Em entrevista à BBC Brasil, Gilson Nunes, diretor da Brand Finance do Brasil, explica porque a presença de marcas brasileiras no ranking cresceu tanto.
"A crise econômica afetou seriamente as marcas de empresas dos países desenvolvidos, abrindo espaço para o crescimento das marcas das demais nações. O Brasil, porém, quase não sentiu a crise, o que possibilitou às empresas nacionais ganhar valor de mercado", disse.
Entre as 15 empresas brasileiras que entraram no ranking das 500 mais, oito são do setor bancário, três de telefonia e duas de extrativismo mineral. Gerdau e Bovespa completam a lista.
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17/02/2010 - Votorantim compra 3,93% da Cinveste e aumenta fatia na Cimpor

O grupo Votorantim confirmou hoje a compra de mais 3,93% da Cimpor por 154,45 milhões de euros, após acordo com a Cinveste. Foram adquiridas 26.402.425 ações ao preço unitário de 5,85 euros. Por sua vez, em comunicado publicado na comissão de valores portuguesa (CMVM), a Cinveste diz que o acordo prevê mecanismos de revisão de preço em relação à oferta pública que está sendo realizada pela CSN.
Com a operação, a Votorantim garante na Cimpor uma participação qualificada de 30,84%, considerando aqui o acordo de voto conjunto firmado em 3 de fevereiro com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), detentora de uma fatia de 9,63% na Cimpor.
No mesmo dia em que fechou o acordo com o banco português, o grupo brasileiro comprou 17,28% da francesa Lafarge na Cimpor.
Em comunicado, a empresa da família Ermírio de Moraes diz que a última aquisição de ações da Cimpor será efetivada na sexta-feira. A transação teve a assessoria financeira do Deutsche Bank, mesmo banco contratado em outubro de 2008 para avaliar os ativos da cimenteira portuguesa.
A Votorantim diz ainda que aguarda o encerramento da oferta pública realizada pela CSN para aquisição de ações da Cimpor. Ontem, a CSN, que oferece 6,18 euros por ação da produtora de cimento, informou que sua oferta será concluída na próxima segunda-feira, às 15 horas.
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17/02/2010 - Lucro da Kraft Foods atinge US$ 710 milhões no 4º trimestre

A Kraft Foods anunciou que teve lucro de US$ 710 milhões no último trimestre do ano passado, superando em quase quatro vezes o ganho de US$ 178 milhões registrado no mesmo período de 2008.
Nessa base de comparação, a receita líquida da companhia avançou 3,2%, para US$ 11,025 bilhões, na esteira de impactos favoráveis da desvalorização do dólar, o que melhorou o resultado medido em moeda americana.
Já o resultado operacional ficou positivo em US$ 1,306 bilhão, quase quatro vezes acima do montante de US$ 330 milhões de igual trimestre do calendário anterior.
Em seu balanço trimestral, a Kraft Foods também informa que passou a mirar, no longo prazo, um crescimento orgânico da receita líquida igual ou superior a 5% com a aquisição da Cadbury.
Sobre os ganhos de sinergia com a Cadbury, a companhia diz que espera, até o final de 2012, capturar uma economia de pelo menos US$ 675 milhões por ano em custos antes de impostos.
Com a Cadbury, a Kraft estima um acréscimo de US$ 0,05 no lucro por ação em 2011. No longo prazo, a meta é ampliar entre 9% e 11% esse resultado.
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12/02/2010 - Anbima: fusões e aquisições devem crescer até 40% no Brasil

O volume de fusões e aquisições no Brasil deve crescer de 30% a 40% em 2010, com um mercado consumidor animado e medidas do governo para promover conglomerados locais, previu nesta quinta-feira a Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Compras, reestruturações e parcerias serão mais frequentes nos setores de agronegócio, varejo e financeiro, com a expansão econômica do Brasil ganhando força frente ao aumento da renda e 'boom' de crédito no País.
O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) será a principal fonte de financiamento para as fusões e aquisições, segundo a responsável pelo Subcomitê de Fusões e Aquisicões da Anbima, Carolina Lacerda. "2010 está se mostrando um ano muito bom. Tivemos nesses primeiros meses operações grandes já", disse ela a jornalistas.
Após um 2009 bom para vendas de ações no Brasil, que contou com duas das três maiores ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) em todo o mundo, a expectativa é de que a atividade de fusões e aquisições cresça com empresas buscando consolidar suas operações e bloquear a expansão de concorrentes.
Em 2009, o volume de fusões e aquisições anunciado foi de R$ 150,6 bilhões, representando uma queda de 32% ante os R$ 220,3 bilhões em 2008, segundo a Anbima. O dado de 2008 teve forte influência da gigante união de Itaú e Unibanco.
Algumas das transações ao longo do ano passado ocorreram com a bênção do governo, que quer criar conglomerados brasileiros de nível global.
12/02/2010 - Brasil se prepara para reunião com UE em Madri

Representantes do governo brasileiro terão na próxima segunda-feira uma reunião com a União Europeia (UE) em Madri, para abordar a reconstrução do Haiti, a situação em Honduras e as negociações de um acordo entre o bloco europeu e o Mercosul.
Juan Carlos Sánchez, diretor-geral de política externa para região ibero-americana da Chancelaria espanhola, afirmou hoje que a reunião servirá para "o reforço do vínculo da América Latina com a Europa".
O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, cujo país exerce a Presidência da UE, será o anfitrião da reunião, que terá a presença do chanceler Celso Amorim e da chefe da diplomacia da UE, Katherine Ashton.
Segundo Sánchez, o ponto forte da reunião será o possível reatamento das negociações para um acordo comercial entre Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) e a UE.
As partes também tratarão os preparativos da cúpula União Europeia-América Latina, que será realizada em maio próximo em Madri.
Com a reunião, UE e Brasil iniciam o diálogo político de alto nível previsto na associação estratégica, criada em Lisboa em 4 de julho de 2007, quando foi realizada a primeira cúpula bilateral.
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voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
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| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |