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25/02/2010 - Lucro do Banco do Brasil atinge R$ 10,15 bi em 2009 e bate recorde do setor

O Banco do Brasil registrou no ano passado o maior lucro da história do setor (R$ 10,148 bilhões), com alta de 15,3% na comparação com 2008. O Itaú Unibanco detinha a maior marca até então, com R$ 10,067 bilhões em 2009, considerando os bancos de capital aberto brasileiros.

Essas duas instituições financeiras e o Bradesco ocupam as dez primeiras posições no ranking de maiores lucros do setor, de acordo com cálculos da Economática, efetuados com os resultados ajustados pela inflação medida pelo IGP-DI até dezembro passado.

No quarto trimestre de 2009, o Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 4,155 bilhões, montante que equivale a um avanço de 41,1% em relação aos R$ 2,944 bilhões obtidos em igual período do ano anterior.

Em bases recorrentes, o lucro foi de R$ 1,819 bilhão entre outubro e dezembro, 11,9% maior que em igual intervalo de 2008. A estimativa média de nove analistas consultados pela Reuters era de lucro recorrente de R$ 1,802 bilhão.

25/02/2010 - Mercado de trabalho tem o melhor início de ano desde 2003

O mercado de trabalho registrou, neste ano, o melhor desempenho para um mês de janeiro, se for levada em conta a série histórica iniciada em março de 2002, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desemprego de 7,2%, além de ser a menor para o primeiro mês do ano, é a segunda menos intensa de toda a série, acima apenas dos 6,8% observados em dezembro de 2008 e 2009.

Responsável pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego), Cimar Azeredo destacou que o desemprego sempre acelera na passagem de dezembro para janeiro, devido à dispensa de empregados temporários contratados no final do ano. Este ano, no entanto, foi observada a menor variação dentro da série, entre esses meses alta de 0,4 p.p (ponto percentual).

De dezembro de 2008 para janeiro de 2009, por exemplo, a taxa de desemprego havia avançado 1,4 p.p, influenciada pelos primeiros efeitos da crise. O bom resultado em janeiro aponta que houve menos dispensa dos trabalhadores temporários, com o mercado absorvendo e efetivando esses empregados que eram provisórios.

"O mercado de trabalho continua avançando, e em janeiro, deslanchou. Ele absorveu o trabalho temporário como nunca havia feito antes. Esse dado positivo é ainda mais relevante depois de passarmos por um período de crise. O mercado de trabalho está refletindo o cenário econômico favorável", afirmou Azeredo, destacando que o emprego com carteira manteve-se em alta.

O nível de ocupação também foi recorde para o mês de janeiro. Segundo o IBGE, 52,4% da população com dez anos ou mais de idade estava empregada em janeiro.

23/02/2010 - Apólice muda padrão de seguro habitacional

A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que obriga as instituições privadas a oferecer opções de seguro habitacional na concessão de crédito imobiliário já começa a movimentar o mercado. Com a competição maior no setor, os preços já começam a cair, os grandes bancos iniciam parcerias com seguradoras e as companhias menores também podem se beneficiar desse movimento.

Na semana passada, Banco do Brasil e Bradesco haviam anunciado parceria para oferta de segunda opção de seguro habitacional, com cobertura de morte e invalidez permanente (MIP) e danos físicos do imóvel (DFI) na contratação de operações de crédito imobiliário.

O Santander passou a oferecer aos seus clientes, além de seus produtos, também os da Tokio Marine na cobertura de MIP e DFI. Os dois já mantêm um longo relacionamento, uma vez que o banco Real possuía participação na seguradora, vendida quando passou a integrar o grupo Santander Brasil. Já a Caixa Econômica Federal firmou parceria com a SulAmérica.

As resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) foram publicadas em novembro de 2009. As resoluções determinam que, desde o último dia 18, todas as instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ficam obrigadas a apresentar no mínimo duas opções de apólice coletiva de seguro habitacional, de diferentes seguradoras, vinculadas ao seu contrato de financiamento imobiliário.

22/02/2010 - Dívida pública interna cai 3,05% em janeiro, para R$ 1,355 trilhão

O estoque da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI) caiu 3,05% em janeiro, para R$ 1,355 trilhão, depois de ficar em R$ 1,398 trilhão em dezembro. Os dados constam de relatório do Tesouro Nacional divulgado há pouco. O Tesouro Nacional fez resgate líquido de R$ 54,4 bilhões em títulos em janeiro - por vencimento trimestral de papéis prefixados -, e ao mesmo tempo apropriou juros no valor de R$ 11,72 bilhões. Considerando as operações de swap cambial, a parcela da dívida atrelada à taxa pós-fixada Selic somou R$ 517,2 bilhões em janeiro, ou 38,15% do total do endividamento. Esse percentual é superior ao do mês anterior, quando as dívidas corrigidas pela Selic representavam 35,77% do total.

Os papéis prefixados passaram do equivalente a 33,71% para 29,58% do total, correspondendo a R$ 401,06 bilhões. A parcela de títulos públicos federais atrelada a índices de preços verificou queda na composição do total, saindo de 28,61% em dezembro para 30,26%, ou R$ 410,19 bilhões, em janeiro.

Pelos dados do Tesouro, o governo encerrou o mês passado devedor em dólar, no equivalente a R$ 10,64 bilhões, com a posição passiva dessa fatia equivalente a 0,78% do estoque da dívida mobiliária federal interna em janeiro. No mês anterior, essa participação era devedora em 0,70%.

22/02/2010 - Receita libera download do programa de envio do Imposto de Renda

O programa de transferência da declaração do Imposto de Renda 2010, referente ao ano-calendário de 2009, já pode ser baixado no site da Receita Federal.

O contribuinte, no entanto, só poderá transmitir os dados para o órgão a partir da próxima segunda-feira, 1º de março, quando estará disponível também no site o programa gerador da declaração.

O prazo vai até 30 de abril. A expectativa da Receita é que 24 milhões de pessoas entreguem a declaração de IR neste ano.

A entrega é obrigatória para o contribuinte residente no Brasil que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano passado ou que se encaixe em outros parâmetros, como ter recebido rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 40.000 em 2009 ou ter obtido, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto.

19/02/2010 - Volátil, dólar opera em queda pelo terceiro dia seguido

Embora bastante volátil, o dólar está registrando o terceiro dia consecutivo de perdas em relação ao real nos negócios desta sexta-feira.

Com mínima de R$ 1,812 e máxima de R$ 1,827, há pouco, a moeda americana recuava 0,16%, transacionada a R$ 1,818 na compra e a R$ 1,820 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar futuro com vencimento em março aumentava 0,41%, a R$ 1,8205.

Na quarta-feira, a divisa caiu 1,66%. Um dia depois, se depreciou em 0,27%.

Depois de o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, ter anunciado na noite de ontem a elevação da taxa de redesconto em 0,25 ponto percentual, para 0,75%, o mercado segue atento ao cenário externo e à repercussão da notícia nas bolsas americanas.

Embora algumas instituição acreditem que a instituição monetária tenha sinalizado que o início do aperto monetário está mais próximo que o previsto, o economista do Modal Asset Management, Ivo Chermont, avalia que não há indícios de uma subida iminente dos juros.

Uma das razões que corrobora para essa perspectiva é o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos referente a janeiro, divulgado nesta manhã. De acordo com o Departamento do Trabalho, o índice aumentou 0,2% no mês passado. Sem alimentos e energia, o indicador caiu 0,1% no período, invertendo a direção tomada em dezembro do ano passado, quando tinha subido 0,1%.

19/02/2010 - Brasil e Argentina definem agenda para integração

Os governos do Brasil e da Argentina definiram uma " agenda comum " para avançar em questões de integração produtiva. Um dos primeiros passos, segundo funcionários dos dois países que se reuniram ontem em Buenos Aires, é eliminar uma série de " problemas regulatórios " que dificultam o uso de linhas de financiamento do BNDES. O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, revelou que isso tem ocorrido em duas situações: empresas argentinas que pedem recursos para financiar investimentos no Brasil e companhias brasileiras que buscam empréstimos para a compra de bens de capital produzidos na Argentina, mas com um percentual de peças brasileiras.

Sem novidades concretas para anunciar, os funcionários brasileiros e argentinos procuraram demonstrar sintonia e ressaltaram as oportunidades de negócios que podem ser criadas. O secretário de Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, dividiu os esforços para fortalecer a integração produtiva em dois setores: os " estratégicos " , visando à competição global no longo prazo, e os " sensíveis " , com ações para superar conflitos no comércio bilateral.

Um exemplo mencionado de sucesso na integração das cadeias produtivas é o setor automotivo, no qual os investimentos de montadoras e fabricantes de autopeças têm focado o Mercosul como um único mercado, buscando as complementariedades de cada país. " A questão é como isso pode aterrissar em um outro universo da economia, o das pequenas e médias empresas " , disse o embaixador do Brasil na Argentina, Ênio Cordeiro.

Uma nova reunião, com a participação do Banco Central de cada país, foi agendada para março. Para o secretário argentino, os encontros têm permitido reduzir o grau de tensão comercial. " Há um trabalho concreto e decidido, com uma agenda positiva, que permitirá transformar algumas tensões comerciais em integração produtiva " , disse Bianchi.

19/02/2010 - Preço das passagens aéreas caiu 27,6% em 2009, afirma Anac

A constatação é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que divulgou hoje (19) um estudo, baseado em dados do relatório Yield Tarifa e em informações das empresas aéreas brasileiras, segundo o qual o valor pago pelos passageiros para voar nas principais rotas do Brasil no ano passado foi o menor dos últimos anos: R$ 0,48 por quilômetro voado.

De acordo com a Anac, esse valor é 27,6% mais baixo do que o registrado em 2008, que foi de R$ 0,66 por quilômetro voado, e de 39,2% em relação a 2003, o mais alto do período (R$ 0,78).

A queda de preços foi acompanhada por um aumento de 17,7% na demanda por voos domésticos. A presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, diz que esses números devem-se à participação crescente das companhias aéreas de menor porte no mercado brasileiro. De acordo com Solange, diferentemente do que ocorreu em outros países, onde o tráfego aéreo ainda sofre com a crise, o Brasil teve um ano excelente, com aumento na demanda por voos domésticos e queda de quase 28% nos preços das passagens.

“As duas maiores companhias brasileiras já chegaram a ter mais de 90% do mercado de voos domésticos. Atualmente, elas têm 84%, já que as empresas de menor porte estão ampliando sua participação. É uma mudança significativa em pouco tempo considerando um mercado tão grande, com quase 128 milhões embarques e desembarques em 2009”, destaca o superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da Anac, Juliano de Alcântara Noman.

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Ibovespa 08/09 66.299,00
Dólar (com) 08 /09 1,7230
Dólar (par) 08/09 1,8200
Risco-país 03/09 213
IGP-M (30/08) 0,77
Global40 08/09 136,5
Juros CDI (01/09) 10,75
Selic (06/09) 10,66

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