05/03/2010 - Lafarge assume 3 unidades de cimento da Votorantim

A Lafarge, maior produtora de cimento do mundo, anunciou nesta sexta-feira que vai começar a operar três ativos de cimento da Votorantim no Brasil a partir de julho, tornando-se uma das três maiores empresas do setor em vendas no Brasil.
A Lafarge vai assumir a fábrica Cipasa, na Paraíba; estação de moagem de Aratu, na Bahia; e estação de moagem de Cocalzinho, em Goiás; como resultado da venda de sua participação de 17,28 por cento na cimenteira portuguesa Cimpor, em 3 de fevereiro de 2010, informou a empresa em comunicado.
O acordo envolve ainda contratos de longo prazo de fornecimento de escória siderúrgica no Rio de Janeiro que permitirá produção adicional de 700 mil toneladas anuais de cimento, além de clínquer (principal componente do cimento), para as estações de moagem, afirmou a Lafarge.
Segundo o comunicado, a companhia francesa teve produção e vendas recordes em 2009 de 3,5 milhões de toneladas de cimento no Brasil.
Após assumir as unidades da Votorantim, líder brasileira no setor, a empresa terá unidades em seis Estados do país, passando a contar com vendas de 7 milhões de toneladas anuais. "A expansão vem acompanhada de um investimento de 60 milhões de reais que o grupo francês prevê para o Brasil em 2010 em projetos de melhorias de produtividade de suas cinco unidades de cimento já existentes", disse a Lafarge.
Segundo ranking mais recente do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento, de 2008, a Lafarge ocupava sexta posição entre os maiores fabricantes de cimento do país. A Votorantim registrou produção e vendas de 21,32 milhões de toneladas, seguida por João Santos com 6,48 milhões de toneladas. Por esse ranking, a Lafarge apurou produção e vendas de 3,43 milhões de toneladas em 2008.
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05/03/2010 - Dispara investimento brasileiro no exterior

Dados recentes do Banco Central (BC) revelam que os investimentos brasileiros diretos no exterior passaram de pouco mais de US$ 200 milhões em janeiro de 2009 para US$ 1,2 bilhão no primeiro mês de 2010. Paralelo a isso, uma das novidades neste início de ano é que os Estados Unidos passaram de principal destino desse investimento para o quarto, dando lugar para os Países Baixos (Holanda), Dinamarca e Chile.
Segundo dados de janeiro deste ano do BC, os envios à Holanda representam 57% (US$ 706 milhões) do total de 2010 (US$ 1,238 bilhão), enquanto que no ano passado, o percentual era de 5,5% (US$ 428 milhões). Da mesma forma, o encaminhamento à Dinamarca, cujo valor era inexpressivo em 2009 (0,7% ou US$ 56 milhões), neste ano subiu para 14,5% ou US$ 180 milhões. Para especialistas não há uma razão clara para o aumento, mas segundo representantes dos países, as relações bilaterais com o Brasil avançam cada vez mais.
De acordo com o secretário executivo da Câmara Comercial Brasil-Dinamarca (Danchamb), Lauritz Stræde Hansen, a ampliação das exportações brasileiras para o país, passando de apenas comercializar commodities ou produtos "simples" como roupas, para a venda de produtos tecnológicos, provenientes das indústrias têxteis, química e farmacêutica, principalmente, fez com que os brasileiros quisessem investir mais nesse setor na Dinamarca. "Além disso, o Brasil estaria promovendo incentivos fiscais para brasileiros que pretendem investir na Europa", diz.
Dados pesquisados pela Embaixada dinamarquesa apontam que entre 1996 e 2007, as exportações brasileiras totais aumentaram de US$ 40 bilhões para aproximadamente US$ 122 bilhões. Paralelo a isso, a venda de produtos sofisticados cresceu de 5% a 8%, enquanto que para as exportações tradicionais houve queda de 43% para 36%, no período.
04/03/2010 - Exportação de veículos é a maior desde outubro de 2008, diz Anfavea

Depois de amargar uma redução de 35,3% em 2009, as exportações do setor automotivo começam a mostrar recuperação. De acordo com dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) nesta quinta-feira, as vendas externas de veículos do país somaram 57.510 unidades em fevereiro, o melhor resultado desde outubro de 2008.
No confronto com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 88,3%. "A recuperação de alguns mercados, basicamente na América Latina, ajudou", afirmou Jackson Schneider, presidente da associação. Entre os países, ele citou Argentina, México, Chile e Colômbia.
Dados da Anfavea mostram que, em 2008, a América do Sul era o destino de cerca de 60% das exportações de veículos do Brasil. A América do Norte ficava com uma fatia de 14,4%, enquanto a Europa tinha 9,3%. Entre os países, a Argentina liderava as importações, com 51,2%, seguida por México (13,2%).
Schneider citou a recuperação de estoques, que ficaram muito baixos durante a crise, como outro motivo para o aumento das exportações no período.
A previsão da Anfavea é que a exportação de veículos brasileiros chegue a 530 mil unidades neste ano, 11,5% acima das 475,3 mil de 2009. Apesar da elevação ante o ano passado, o número ainda está bem abaixo do registrado em anos de indústria aquecida, como 2005 (897.144).
04/03/2010 - Produção industrial tem melhor janeiro desde 1995

O mercado interno e uma melhora na economia internacional estimularam a recuperação de estoques e as exportações de bens intermediários, levando a produção industrial brasileira a crescer em janeiro após dois meses de queda que representaram um período de acomodação.
A produção cresceu 1,1 por cento sobre o mês anterior e saltou 16 por cento em relação a igual mês de 2009, no melhor janeiro desde 1995na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Os números ficaram em linha com a mediana das previsões de analistas.
O IBGE revisou ligeiramente para cima o dado de dezembro, de uma queda inicialmente divulgada de 0,3 por cento sobre novembro para recuo de 0,2 por cento.
Apesar dos dados mais firmes, informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) não apontam pressões inflacionárias. O nível de utilização da capacidade instalada diminuiu levemente em janeiro para 81,4 por cento, ante 81,5 por cento, segundo dados dessazonalizados.
O IBGE detalhou que em janeiro sobre dezembro, 14 dos 27 setores industriais tiveram aumento da produção, com destaque para Produtos de metal (12 por cento), Material eletrônico e de comunicações (14,3 por cento) e Bebidas (8,1 por cento).
Entre as categorias de uso, o segmento de bens intermediários, o mais importante da indústria nacional com peso de aproximadamente 55 por cento, cresceu 2 por cento ante dezembro. Foi a 13a taxa positiva consecutiva e, nesse período, o segmento acumula alta de 22,5 por cento.
03/03/2010 - Lucro da Cimpor em 2009 cresce 8% apoiado por emergentes

A produtora portuguesa de cimento Cimpor publicou nesta quarta-feira aumento de 8 por cento no lucro líquido de 2009, impulsionada por vendas maiores em economias emergentes como Brasil, África do Sul e Egito.
A Cimpor, que foi alvo de uma recente batalha de aquisição na qual as companhias brasileiras Votorantim e Camargo Corrêa compraram grandes participações minoritárias na empresa, informou que o lucro líquido subiu para 237 milhões de euros (323,4 milhões de dólares).
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 3,3 por cento, para quase 606 milhões de euros.
Analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, lucro líquido anual de 232 milhões de euros e Ebitda de 608 milhões.
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03/03/2010 - Suzano avalia cinco áreas para construção de nova fábrica de celulose

A Suzano Papel e Celulose ainda não tomou decisão sobre o investimento em uma terceira fábrica, com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de celulose, mas já tem cinco áreas candidatas a receber a futura instalação.
Entre as possibilidades estão os terrenos no Maranhão e no Piauí que receberão duas unidades - também com capacidade de 1,3 milhão de toneladas cada - em um período de cinco anos.
A empresa já avaliou 23 localidades no Brasil, na Argentina e no Uruguai, mas apenas cinco deles ficaram entre os "finalistas", informaram executivos da Suzano durante apresentação à imprensa dos resultados de 2009, quando a companhia teve lucro líquido de R$ 878 milhões.
Fora os espaços no Maranhão e no Piauí, a empresa preferiu não detalhar quais são as outras alternativas consideradas. No entanto, São Paulo foi praticamente descartado, em razão de dificuldades em logística e do elevado preço das terras no Estado. A empresa estima a necessidade de uma área entre 120 mil e 150 mil hectares de floresta plantada para a viabilização da fábrica.
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02/03/2010 - Receita recebe 124,6 mil declarações do IR no primeiro dia

A Receita Federal recebeu 124.620 declarações Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2010 na segunda-feira, primeiro dia da entrega do documento. O prazo termina em 30 de abril.
O organismo afirmou que foram realizados 1.751.778 "downloads" do programa gerador. Quanto ao programa de envio da declaração (Receitanet), houve 734.335 "downloads".
A expectativa é de que 24 milhões de contribuintes prestem contas neste ano.
Para fazer a declaração pela internet, é preciso baixar, além do programa gerador da declaração, o Receitanet, arquivo responsável pelo envio do documento para a Receita. Após baixar os dois arquivos, o contribuinte poderá enviar a documento preenchido para a Receita Federal .+
O internauta terá como comprovação de entrega a gravação de um arquivo, em disquete, unidade removível (pen drive) ou no disco rígido do computador, contendo o recibo de entrega com data e hora da recepção e assinatura eletrônica.
02/03/2010 - Inflação em SP desacelera significativamente em fevereiro

A inflação ao consumidor em São Paulo desacelerou fortemente em fevereiro, depois de ter sido pressionada no mês anterior por aumentos sazonais de preços de educação e de alimentos e pela tarifa do ônibus.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,74 por cento em fevereiro, seguindo a alta de 1,34 por cento em janeiro, que havia sido a maior desde fevereiro de 2003, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam uma taxa de 0,71 por cento, segundo a mediana de 15 respostas que variaram de 0,64 a 0,76 por cento.
Os preços de Alimentação avançaram 1 por cento no mês passado, após aumento de 1,52 por cento no anterior. O clima quente e chuvoso desta época do ano prejudica a colheita de produtos in natura, sobretudo em janeiro, com algum impacto ainda em fevereiro.
Outro efeito de janeiro também perdeu força em fevereiro: os custos de Educação passaram de alta de 4,42 por cento no começo do ano para apenas 0,21 por cento nesta leitura.
Os preços de Transportes aumentaram em ritmo bem menor em fevereiro, em 1,14 por cento, depois de saltaram 4,58 por cento em janeiro, quando refletiram integralmente o reajuste da tarifa de ônibus urbano.
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.
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voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |