29/03/2010 - PIB cresceu 7,1% em janeiro, revela estudo da Serasa

A atividade econômica do país apresentou crescimento de 7,1% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta segunda-feira a Serasa Experian.
Sob a ótica da demanda agregada, a alta de 7,1% se deve ao crescimento de 15,4% na formação bruta de capital fixo, de 10,2% no consumo das famílias, e de 9,2% nas exportações. Por outro lado, as importações cresceram 22,2%, impedindo um avanço ainda mais acelerado do Produto Interno Bruto (PIB).
Do ponto de vista da oferta agregada, a atividade industrial foi a grande impulsionadora do PIB em janeiro, com um crescimento de 11,5%, na comparação anual. O setor de serviços, por sua vez, registrou um crescimento de 4,9%, ao passo que o setor agropecuário apresentou retração de 0,7%. Segundo a Serasa, porém, o quadro no agronegócio deve mudar ao longo dos próximos meses, tendo em vista estimativas oficiais, que dão conta de um crescimento da safra de grãos em 2010.
Já na série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 0,3% em janeiro contra dezembro. Trata-se da menor taxa de crescimento neste critério de comparação, indicando uma possível desaceleração no ritmo de crescimento da atividade econômica. Segundo os economistas da Serasa Experian, essa desaceleração tende ser mais efetiva com a retirada dos estímulos fiscais adotados para combater a crise, a correção dos compulsórios bancários aos patamares pré-crise e o processo de elevação da taxa básica de juros (Selic) a ser conduzido pelo Banco Central, muito provavelmente a partir de abril.
No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o crescimento do PIB é de 0,6%. Desta forma, o mês marca a volta do indicador ao território positivo, o que não ocorria desde julho do ano passado.
29/03/2010 - Empresários do Brasil são os mais otimistas sobre economia global, diz pesquisa

Os empresários brasileiros são os mais otimistas quanto ao comportamento da economia global no próximo ano, indica uma pesquisa feita em 17 das principais economias do mundo pela consultoria internacional KPMG.
O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, mostra um aumento generalizado do otimismo em relação à recuperação econômica global, principalmente nos Estados Unidos e nos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Esta é a segunda vez seguida que a pesquisa, realizada de quatro em quatro meses, apresenta um crescimento do otimismo em vários itens como atividade econômica, receitas e lucros.
Segundo a KPMG, os empresários brasileiros são os mais otimistas nos dois setores avaliados pelo levantamento - indústrias e serviços.
A pesquisa ouviu cerca de 11 mil empresários de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha, Irlanda, Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca, Polônia, Brasil, Rússia, Índia e China sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes.
29/03/2010 - Analistas aumentam para 5,16% projeção da inflação oficial em 2010

A projeção de analistas consultados pelo Banco Central (BC) para a inflação oficial continua em alta. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (29), a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano apresentou a décima elevação seguida, para 5,16%. No boletim anterior, a previsão era de 5,10%. Para 2011, a projeção permaneceu em 4,70%.
As expectativas para o IPCA estão acima do centro da meta de inflação para este e o próximo ano, de 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior, de 6,5%.
Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Banco Central considera que a economia está aquecida e a expectativa é de alta da inflação, a Selic é elevada. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deste mês foi decidido manter a Selic em 8,75% ao ano. Mas, na ata divulgada na semana passada, o comitê indicou que deve elevar os juros básicos na reunião marcada para o próximo mês.
A expectativa para a Selic ao final de 2010 permaneceu em 11,25% ao ano e para o fim de 2011 foi ajustada de 11,10% para 11% ao ano.
O boletim Focus também traz projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A estimativa para esse índice, neste ano, subiu de 6,74% para 6,82%. Em 2011, os analistas esperam uma taxa de 4,55%, contra os 4,50% previstos anteriormente.
A estimativa para os preços administrados passou de 3,67% para 3,70%, em 2010, e permaneceu em 4,50%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
25/03/2010 - Alta de juros vem em abril e DI se ajusta a esse quadro

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) foi clara: a taxa básica de juros sobe em abril. Segundo o analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, o documento deixa nítido que a decisão de março era de subir juros, o que não foi feito por uma questão temporal. "A decisão não foi de subir ou não subir, foi apenas no sentido de adiar a alta." O ponto que segue em aberto é o tamanho do ajuste. Segundo Goulart, o BC deu a entender que vai adequar os próximos passos conforme a evolução do cenário. Isso está no parágrafo 30 da ata que tem a seguinte redação: "Note-se, adicionalmente, que também houve consenso entre os membros do comitê quanto à necessidade de se adequar o ritmo do ajuste da taxa básica de juros à evolução do cenário inflacionário prospectivo, bem como ao correspondente balanço de riscos, de forma a limitar os impactos causados pelo comportamento da inflação corrente sobre a dinâmica subjacente dos preços".
Para o analista, com esse tipo de " recado " , o BC evita que o mercado fique totalmente ancorado em uma alta limite de 0,5 ponto percentual em abril. "O que o BC quer conter com esse discurso mais austero é essa deterioração nas expectativas de inflação", diz Goulart. "Fica contratado um aperto de 0,5 ponto. Caso as expectativa piorem, a alta pode ser maior", conclui o especialista.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) se ajustavam ao conteúdo da ata. Os vencimentos curtos apontavam para cima, como julho de 2010, que subia 0,02 ponto, marcando 9,16%. E Janeiro de 2011 estava a 10,36%, ganho de 0,03 ponto. Entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 caía 0,04 ponto, a 11,67%. Janeiro 2013 recuava 0,06 ponto, a 12,05%. E Janeiro 2014 devolvia 0,07 ponto, a 12,11%.
Vale lembrar que parte desse recuo nos vencimentos longos tem relação com a melhora de humor no quadro externo, que aumenta o apetite por ativos de risco.
25/03/2010 - Peugeot Citroën vai investir R$ 1,4 bilhão no Brasil até 2012

O presidente mundial da PSA Peugeot Citroën, Philippe Varin, anunciou hoje que a montadora francesa vai investir R$ 1,4 bilhão no Brasil entre 2010 e 2012. Os recursos serão aplicados no aumento da capacidade de produção da fábrica da empresa em Porto Real (RJ) e no desenvolvimento de novos projetos de veículos das marcas Peugeot e Citroën. Em maio, a PSA vai fazer o lançamento comercial no mercado brasileiro da picape Peugeot Hoggar. Parte dos investimentos também será destinada a ampliar a produção de motores.
Varin fez o anúncio ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, em solenidade no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do Estado. O presidente da PSA Peugeot Citroën lembrou que, em dez anos, a empresa já investiu US$ 1 bilhão no Brasil. O investimento anunciado até 2012 marca, segundo Varin, uma nova etapa nos investimentos do grupo no país. A fábrica de Porto Real começou a trabalhar em três turnos em fevereiro, o que exigiu, a partir de janeiro, a contratação de 700 novos funcionários. A fábrica de Porto Real tem atualmente capacidade de produção de 160 mil veículos por ano, volume que deve ser expandindo em cerca de 50% nos próximos anos.
O presidente mundial da PSA Peugeot Citroën, última das grandes montadoras a se instalar no país, disse que a empresa " aprendeu muito " com a implantação da fábrica no Brasil. Ele afirmou que, no Brasil, existe espaço para modelos destinados aos mercados internacionais, mas também há lugar para modelos específicos (direcionados ao mercado local). " E por essa razão, há três anos decidimos investir em equipes de engenharia, de estilo, para ter pessoas que pudessem compreender as necessidades e expectativas dos clientes brasileiros " , disse Varin
24/03/2010 - Montadoras esperam ritmo elevado de vendas nos últimos dias de IPI reduzido

A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos termina no próximo dia 31. E os consumidores estão correndo para conseguir adquirir um carro novo com um preço mais em conta. Por conta do fim do incentivo, as montadoras esperam um aumento no ritmo de vendas nesses próximos dias – o que deve fazer com que março registre um novo recorde de emplacamentos, podendo alcançar 310 mil unidades.
Somente no último fim de semana, as vendas de algumas marcas registraram aumento de até 50%. Esse é o caso das concessionárias da Ford. Outras empresas registraram elevações um pouco menores, mas, ainda assim, bem significativas, como é o caso da Honda, cujas vendas avançaram 20% neste mês, na comparação com março de 2009.
O ritmo de vendas também está intenso nas concessionárias da Fiat, que vem registrando elevações de cerca de 15% neste mês, se a base comparativa for o mesmo período do ano passado. A General Motors, embora não tenha consolidado os números, também afirma que as comercializações estão acima do esperado para o período e espera que fiquem nesse patamar até o final do mês.
24/03/2010 - Com Brain, entidades veem Brasil como polo financeiro regional

Entidades do mercado financeiro oficializaram nesta quarta-feira o lançamento da Brain, projeto que terá como missão fomentar iniciativas para tornar o Brasil num polo regional de investimentos e negócios.
Encabeçado por BM&FBovespa, Febraban e Anbima, a organização institucionaliza o "Projeto Ômega", criado há cerca de dois anos para, entre outros objetivos, tornar São Paulo numa praça financeira de porte semelhante a de centros como Hong Kong e Cingapura.
De saída, a Brain, sigla para Brasil Investimentos & Negócios, tem cerca de 80 projetos que serão discutidos entre entidades setoriais, empresas e órgãos do governo. Entre outros objetivos, propõe a redução de burocracia para trânsito internacional de capitais e enquadramento mais flexível às aplicações dos fundos de pensão.
Com isso, os criadores do projeto querem encurtar o caminho dos recursos de investidores para ativos do Brasil e da América Latina, que frequentemente passam por outras praças globais, como Londres e Nova York, encarecendo os custos e riscos das transações.
"A ideia é ser a plataforma de negócios da América Latina", disse o presidente da Anbima, Marcelo Giufrida.
Essa canalização de recursos para uma praça regional permitiria, por exemplo, viabilizar um sonho antigo da BM&FBovespa, o de se tornar a referência mundial para formação de preços nos segmentos de commodities.
23/03/2010 - Produção de etanol do Brasil deve subir para 27,4 bi l

A produção de etanol do Brasil em 2010/11 (abril-março) deve subir para 27,4 bilhões de litros, contra 24 bilhões em 2009/10, de acordo com estimativa da consultoria F.O. Licht nesta terça-feira.
A Licht ainda elevou o consumo de etanol do Brasil em 2010/11 para 25,2 bilhões de litros, ante 22,5 bilhões em 2009/10. Segundo a consultoria alemã, o açúcar já pode ter atingido o seu pico de preço após a máxima de 29 anos registrada na bolsa de Nova York, de 30,40 centavos de dólar por libra-peso, o que pode resultar em preços de etanol mais competitivos no Brasil e no mundo.
"A frota de carros flex (no Brasil) vai continuar a se expandir e o etanol vai voltar a ser competitivo", declarou o diretor-geral da Licht, Christoph Berg, em conferência internacional realizada em São Paulo.
Por outro lado, ele disse ainda que uma indústria mais bem capitalizada diante de fusões e aquisições ocorridas no país deve também aumentar a capacidade de as empresas segurarem seus estoques, evitando que os preços despenquem como ocorreu na safra passada.
Segundo a Licht, nos últimos três anos ocorreram no Brasil 60 acordos envolvendo 100 usinas. Berg citou a joint-venture fechada entre a Shell e a Cosan, um sinal de que as empresas multinacionais estão atuando cada vez mais no setor.
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voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |