13/04/2010 - Indústria paulista não cumpre cotas para pessoas com deficiência
O setor industrial paulista preenche menos da metade das vagas legalmente destinadas a pessoas com deficiência. O diretor do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), José Roberto Novaes, atribuiu o fato a dificuldades de ocupar os postos por falta de interesse dos próprios profissionais. Isso ocorreria, segundo ele, porque muitos portadores de deficiência recebem benefícios do estado e há muitos empecilhos para trabalhar, como os problemas de deslocamento até o preconceito no local de trabalho.
Para atender integralmente a legislação que estabelece cotas para pessoas com deficiência nas empresas, a indústria paulista deveria empregar 80,8 mil pessoas nessas condições. No entanto, segundo a (Fiesp), o setor emprega apenas 35 mil profissionais deficientes. A indústria automobilística é a que tem o maior número de trabalhadores empregados nestas condições. Os ramos moveleiro, de eletricidade e de bebidas estão entre os que possuem maior dificuldade em ocupar esses postos.
As dificuldades devem ser combatidas com uma mudança de mentalidade nas empresas, segundo a avaliação do gerente de Processos de Inclusão da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), Flávio Gonzalez. “Hoje a gente fala de inclusão como uma via de mão dupla. A pessoa tem que fazer um esforço, se qualificar, tem que se preparar. Mas o meio também precisa se modificar”.
Gonzalez explica que as pessoas com deficiências mais leves e melhor capacitadas já foram absorvidas pelo mercado. Por isso, segundo ele, existe a necessidade de um esforço maior por parte dos empregadores para conseguirem preencher as cotas estipuladas na lei. “Temos que encontrar as pessoas que estão disponíveis e ajudar essa pessoa a entrar no contexto da empresa e ser produtiva, a partir de algumas mudanças na empresa”.
12/04/2010 - Exportação de carne suína no país cai em volume; sobe em receita

As exportações de carne suína do Brasil recuaram para 125.466 toneladas entre janeiro e março deste ano, contra 134.800 toneladas no primeiro trimestre de 2009, informou nesta segunda-feira a Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína).
Em relação à receita, entretanto, o valor é 8% superior, atingindo US$ 293,77 milhões nos três primeiros meses deste ano.
"Permanece certo otimismo com o desempenho de 2010; o volume exportado até agora está próximo ao do mesmo período de 2009. A receita, porém, é significativamente superior", disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, em comunicado.
O preço médio da carne exportada pelo país subiu mais de 15% ante o primeiro trimestre de 2009, para US$ 2.341 por tonelada. Em março, as exportações de carne suína totalizaram 50.110 toneladas, contra 51.007 toneladas exportadas no mesmo mês de 2009. A receita no mês passado atingiu US$ 119,50 milhões, um aumento de 15% em relação a março do ano passado.
Rússia, Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Cingapura foram os principais mercados para a carne suína brasileira em março. Para a a Rússia, foram embarcadas 21,67 mil toneladas, uma queda de 7,49% em relação ao mesmo período de 2009. Em valor, porém, houve um aumento de 16,76%, para US$ 57,40 milhões.
12/04/2010 - Termômetro da economia, venda de papelão ondulado bate recorde em março

A indústria brasileira de papelão ondulado registrou vendas de 221.172 toneladas em março, com acréscimo de 16,52% ante fevereiro e de 20,56% no comparativo com o mesmo mês no ano passado, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pela ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado).
O desempenho mensal é recorde na série histórica iniciada em 2000. No acumulado do primeiro trimestre, quando foram registradas 601.611 toneladas, a expansão é de 19,72% no confronto com igual intervalo em 2009.
O setor de papelão ondulado --utilizado para embalagens- é visto como um termômetro do nível de atividade geral, porque tende a refletir o ritmo de expansão da economia. A oscilação das vendas serve como indício das expectativas dos empresários, o que repercute no ritmo das encomendas e da produção do setor.
Se essa indústria vende menos do que o esperado, por exemplo, o comportamento das vendas pode ser um sinal de que os clientes estão menos otimistas com o futuro dos seus negócios e, portanto, optaram por reduzir o ritmo das encomendas e da produção.
12/04/2010 - Brasil acumula superavit comercial de US$ 790 mi em abril

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 790 milhões nas duas primeiras semanas do mês, levando o superávit acumulado no ano a US$ 1,682 bilhão, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta segunda-feira.
Entre os dias 1º e 11 de abril, período em que houve seis dias úteis, as exportações somaram US$ 4,711 bilhões e as importações, US$ 3,921 bilhões.
Considerando a média por dia útil, as exportações somaram US$ 785 milhões e as importações, US$ 653 milhões.
As projeções de instituições financeiras, segundo o relatório Focus do Banco Central, indicam superavit de US$ 10 bilhões para o ano.
09/04/2010 - Marfrig deve investir R$ 150 milhões em unidade de aves no Mato Grosso
A processadora de carnes Marfrig prevê investir R$ 150 milhões nos próximos três anos no Estado de Mato Grosso, para a construção de granjas de frango e um abatedouro de aves com capacidade de abate de 200 mil aves/dia, no município de Jaciara (a 127 km da capital Cuiabá).
A unidade será construída através da subsidiária Seara e deve gerar 1,1 mil empregos. Quando concluída, deve elevar a capacidade total de abate da Marfrig para 2,6 milhões de aves.
A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 679,1 milhões em 2009, revertendo prejuízo de R$ 35,5 milhões em 2008. No ano passado, a empresa comercializou 2,2 milhões de toneladas de alimentos em mais de 100 países.
A Marfrig é cliente Merchant®
09/04/2010 - Exportação em alta impulsiona o crédito

A queda de 30% no saldo total da linha de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), em 2009, começa a ser revertida pela sazonalidade da safra agrícola. Segundo dados do Banco Central (BC), a linha já recuperou parte da baixa do ano passado, com estoque 28,1% negativo, na comparação em 12 meses, e contabiliza um crescimento de 5,1% neste ano, até fevereiro, a saldo de R$ 31,598 bilhões.
Para o professor de Comércio Exterior da Fundação Instituto de Administração (FIA) e diretor executivo do Fractal Instituto de Pesquisa, Celso Grisi, a sazonalidade da safra agrícola, aliada à exportação de outras commodities são os principais responsáveis pelo crescimento do crédito à exportação. "As exportações brasileiras estão reagindo graças a um aumento de importações dos Estados Unidos. Além disso, as compras da Ásia vêm crescendo e são responsáveis em parte por essa alta", afirma. A perspectiva do professor é de que o crédito, tanto no ACC como na linha de Adiantamento de Contrato de Exportação (ACE), cresça até meados de junho. "Depois desse período, uma eventual alta do crédito estará ligada a um aumento do preço das commodities, não mais à safra", analisa.
Segundo dados do BC, o ACE começou a ensaiar uma recuperação em janeiro, com alta de 1%. Em fevereiro, a expansão se mostrou mais consistente, chegando a 4%. "No segundo semestre, o crescimento irá depender dos preços de metais como ferro, estanho e aço."
09/04/2010 - ONU racha sobre como negociar o clima em 2010

Divisões surgiram na sexta-feira na primeira reunião climática da ONU desde a áspera cúpula de Copenhague, em meio a debates sobre como retomar as negociações neste ano - e com poucos delegados prevendo avanços no combate ao aquecimento global durante 2010.
Negociadores dos 175 países envolvidos pediram esforços pela retomada da confiança entre países ricos e pobres, mas nenhum deles anunciou concessões que pudessem contribuir com tal fim. Em dezembro, divergências entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento foram determinantes para que a cúpula de Copenhague terminasse sem a adoção de um novo tratado climático de cumprimento obrigatório.
Em frente ao local da conferência, ambientalistas despejaram cerca de quatro toneladas de cacos de vidro no chão, junto com uma placa com a palavra "Copenhague" e um cartaz dizendo "Recolham os pedaços".
A reunião de Bonn, de sexta-feira a domingo, deve definir quantos encontros extraordinários acontecerão antes da conferência ministerial anual marcada para 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún, no México.
A maioria deseja duas ou três sessões extras, o que seria abaixo do que ocorreu em 2009, mas pouca gente falou em buscar um acordo vinculante já em 2010 - a maioria acha que isso ficará para 2011, quando a reunião ocorre na África do Sul.
07/04/2010 - Ministério prorroga segunda etapa da vacinação contra gripe

O Ministério da Saúde prorrogou até o dia 23 de abril a vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – de crianças de 6 meses a 2 anos de idade, gestantes e doentes crônicos até 60 anos. A segunda etapa da campanha de vacinação começou no dia 22 de março e terminaria nesta sexta-feira (2). Com a prorrogação ela vai coincidir com a terceira etapa, que começa na segunda-feira (5) e pretende imunizar jovens de 20 a 29 anos.
O público em questão deverá procurar os postos de vacinação levando documento de identidade com foto. Não é necessário apresentar atestado médico comprovando gravidez ou doença crônica, segundo o ministério. Os estados, em parceria com os municípios, são responsáveis por definir e divulgar os locais e horários de vacinação.
Os pais deverão levar o cartão de vacinação das crianças, que receberão a dose em duas vezes – a segunda 30 dias após a primeira. O ministério alerta que todas as grávidas, independentemente do período de gestação, devem se vacinar e as que engravidarem após o fim dessa etapa poderão se imunizar nas fases seguintes.
A vacinação contra a gripe abrange também pessoas com menos de 60 anos que tenham doenças crônicas de coração, pulmão, rins, fígado, diabéticos, pacientes em tratamento contra a aids e câncer e obesos. Eles devem levar aos postos um documento de identidade com foto e a carteira de vacinação, se possuírem. Quem se enquadrar nesse perfil, mas tiver mais de 60 anos de idade começará a receber a vacina entre 24 de abril e 7 de maio, durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra gripe comum.
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