10/06/2010 - JBS Friboi lidera ranking de internacionalização

A grave crise de 2009 retirou parte da receita das empresas brasileiras com operações internacionais. Mas o estrago, segundo pesquisa divulgada ontem pela Fundação Dom Cabral (FDC), foi menor do que se imaginava. Segundo o ranking, na comparação entre 2008 e 2009, a soma das receitas das transnacionais brasileiras no exterior caiu 15,73% e somou R$ 126,24 bilhões. Já as receitas domésticas diminuíram 14,06%, num total de R$ 361,80 bilhões.
Apesar da crise, 38% das empresas aumentaram o índice de internacionalização em comparação a 2008 O ranking, feito desde 2006, leva em consideração as vendas, os ativos e o número de funcionários - o total e a participação das subsidiárias. Com a combinação dessas informações chega-se a um índice que mostra quão internacionalizada é a empresa.
Neste ano, o primeiro lugar ficou com a JBS Friboi, gigante do setor de produtos alimentícios, presente em sete países nos cinco continentes. A companhia deixou para trás a Gerdau, que ficou com a segunda colocação. Ao todo, 83,6% das vendas e 64% dos funcionários da JBS Friboi estão em subsidiárias estrangeiras. A companhia tem mais empregados nos EUA (54.295) do que no Brasil (44.993). Mas apenas 37,3% dos ativos estão fora do País, o que é atribuído ao grande crescimento do mercado doméstico, reforçado pela fusão com o grupo Bertin.
Fonte: AE
10/06/2010 - Preços na feira estão mais baixos

As feiras livres estão mais baratas. Com o fim da época de chuva, os preços de legumes, hortaliças e frutas caíram até 20% em maio na capital, de acordo com o Índice de Custo de Vida (ICV) elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior baixa ocorreu no grupo de legumes (-14,7%).
Os destaques foram tomate (-20,8%), quiabo (-12,7%) e pimentão (-11,51%). O tomate chegou a subir 71% só em março. Já os preços do grupo das hortaliças caíram 7,3% no mês. Alface, escarola e cheiro verde ficaram cerca de 8% mais baratos.
As frutas, no geral, caíram menos (-1,68%) no mês. A maior baixa foi do maracujá (-9,3%). "Nessa época, produtos como limão e laranja estão em plena safra e são vendidos em grandes volumes. Como há uma redução de consumo de produtos tropicais no inverno, os preços caem. Isso deve continuar até dezembro se não houver mudanças climáticas, como geadas", explica Flavio Godas, economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Frutas, hortaliças, legumes e raízes e tubérculos correspondem a 3,58% do orçamento familiar médio.
Fonte: AE
09/06/2010 - Empresas brasileiras encolheram no exterior em 2009

A crise econômica global de 2009 fez as multinacionais brasileiras reduzirem presença no exterior, em meio às incertezas no ambiente internacional, apontou estudo divulgado nesta terça-feira pela Fundação Dom Cabral. Levantamento com base nas informações fornecidas pelas maiores transnacionais brasileiras revelou que, em média, a receita com vendas fora do Brasil caiu quase 16% no ano passado, para R$ 126,2 bilhões.
Os ativos dessas mesmas companhias no exterior apresentaram em 2009 redução de 12,4%, para R$ 183,6 bilhões, "possivelmente pela venda de negócios, diminuições nas participações ou fechamento das subsidiárias que mais sofreram com a turbulência financeira". Além disso, a desvalorização do dólar teve influência nesse resultado, ao reduzir o valor em reais dos ativos.
Dos itens analisados pela Fundação Dom Cabral, apenas o número de funcionários em empresas no exterior controladas por grupos brasileiros subiu, com avanço de 13,7%. "Isso pode indicar que as transnacionais continuam crescendo e planejando expansões nacionais e globais", segundo o estudo.
O frigorífico JBS aparece no topo da lista de 2010, com índice de internacionalização de 0,616 - calculado com base em receita, ativos e funcionários no exterior. A JBS tem 83,6 por cento das vendas e 64% das vendas no exterior, ainda que seus ativos fora do Brasil representem menos, 37,3% do total.
A Gerdau aparece em seguida, com índice de 0,495. A siderúrgica tinha pouco menos da metade das vendas e dos empregados no exterior, mas 54,4% dos ativos fora do Brasil no fim de 2009. O levantamento não leva em conta instituições financeiras.
Fonte: Reuters
09/06/2010 - Ambev anuncia nova fábrica em Pernambuco

A AmBev anunciou ontem investimento de R$ 260 milhões na construção de uma fábrica em Pernambuco - que será a maior do Nordeste e a terceira maior do País, atrás das unidades do Rio e de Jaguariúna (SP). Com capacidade para produzir 10 milhões de hectolitros de cerveja e 4 milhões de hectolitros de refrigerante, a nova fábrica vai abastecer o mercado do Nordeste.
No total, a companhia prevê investimentos de R$ 670 milhões este ano na ampliação e construção de fábricas e centros de distribuição direta nas regiões Norte e Nordeste, em virtude do grande potencial de crescimento identificado nesses Estados.
Além disso, mais R$ 40 milhões devem ser investidos na área comercial em Pernambuco em 2010. A fábrica deve gerar pelo menos 200 empregos diretos na primeira etapa de operação, e cerca de mil indiretos durante as obras de construção, segundo estimativas da empresa.
Os recursos fazem parte dos investimentos de R$ 2 bilhões anunciados pela AmBev no início do ano para ampliar de 10% a 15% sua capacidade produtiva no Brasil. Segundo a empresa, o valor é o maior já feito pela companhia num único ano desde a sua criação.
Fonte: AE
08/06/2010 - Crescimento do PIB no 1º tri é o maior desde 1996, diz IBGE

A economia brasileira cresceu 2,7% no primeiro trimestre deste ano, ante o trimestre anterior com ajuste sazonal, e 9% com relação ao mesmo período de 2009, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Segundo a gerente de contas Rebecca Pales, é a maior alta na comparação com o trimestre anterior desde 1996.
A soma das riquezas geradas no País, o chamado Produto Interno Bruto (PIB), alcançou R$ 826,4 bilhões nos primeiros três meses do ano. No acumulado dos quatro últimos trimestres o PIB avançou 2,4%.
"Olhando pela produção e demanda, todos cresceram. A indústria cresceu mais, ela que teve maior queda, nesse cenário foi a que mais cresceu. O consumo das famílias desacelerou, mas não chegou a ser negativo na crise. Ele cresceu 9,3%, a mesma taxa do terceiro trimestre de 2008, antes de todos os problemas da economia com o Lehman Brothers", afirmou Rebecca.
A indústria foi destaque de alta, com 4,2% ante o quarto trimestre de 2009 e 14,6% frente ao mesmo período do ano passado. A agropecuária cresceu 2,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 5,1% na comparação anual. O setor de serviços se expandiu, respectivamente, 1,9% e 5,9%.
A expectativa para 2010 é a de crescimento forte, com as projeções que começaram em 5% já ultrapassando 6,5% em maio deste ano. O governo pode inclusive operar uma nova alta de juros nesta semana para conter o clima de euforia na economia.
Fonte: Terra
07/06/2010 - Gerdau usará caixa para comprar ações da Ameristeel

A Gerdau informou a bancos que não precisará recorrer a uma emissão de bônus no exterior para financiar a aquisição das ações em circulação no mercado de sua subsidiária na América do Norte, Gerdau Ameristeel, segundo o IFR, uma publicação da Thomson Reuters.
Em 2 de junho, a Gerdau anunciou que seu conselho de administração aprovou a compra da totalidade das ações da Gerdau Ameristeel nas mãos de acionistas minoritários por até US$ 1,7 bilhão.
A Gerdau disse aos bancos que usará recursos em caixa para financiar o negócio, em vez de recorrer ao mercado de capitais internacional, decepcionando alguns bancos de investimentos que esperavam a volta da siderúrgica ao exterior para buscar financiamento.
Fonte: Reuters News
07/06/2010 - Receita libera 1º lote de restituições do IR 2010 nesta 3ª

A Receita Federal libera nesta terça-feira, à partir das 9h (de Brasília), a consulta ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2010, ano-base 2009. O dinheiro será creditado somente no próximo dia 15. Também serão liberados lotes da malha fina referentes a 2009 e 2008. Segundo a Receita, um total de 1.517.603 contribuintes terá imposto a restituir, em um montante que soma R$ 1,8 bilhão.
Tradicionalmente, os idosos e os contribuintes que enviaram a declaração na abertura do prazo pela internet têm prioridade. Para saber se terá a restituição liberada nesse lote o contribuinte poderá acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para 146. O prazo para a entrega da declaração pela internet terminou no dia 30 de abril. Até essa data, foram enviados cerca de 24 milhões de documentos.
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, disponível na internet. Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.
Fonte: Terra
04/06/2010 - Número de pedidos de falência é o menor desde 2005

Em maio de 2010, foram registrados 160 pedidos de falência em todo o País, segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações divulgado nesta sexta-feira. Foi o menor número verificado para um mês de maio, na comparação com anos anteriores, a partir da vigência da nova Lei de Falências (junho de 2005). De acordo com os economistas da Serasa, o indicador de maio é resultado, sobretudo, do crescimento acelerado vivido pela economia brasileira neste primeiro semestre de 2010.
Dos 160 pedidos de falência observados em maio, 93 foram de micro e pequenas empresas, 43 de médias, e 24 de grandes. As micro e pequenas empresas, que têm seus negócios mais direcionados ao mercado interno, apresentaram a maior queda nos pedidos de falência, na comparação maio de 2010 sobre maio de 2009 (-43,3%).
Segundo a Serasa, as grandes, e principalmente as médias empresas, apresentaram variações negativas menores (-38,5% e -17,3%, respectivamente). "Isto porque as empresas exportadoras ainda encontram dificuldades diante do real valorizado e de um cenário internacional de baixo crescimento, agravado com a recessão em vários países da zona do euro, em razão da crise fiscal na região."
Fonte: IG
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