20/07/2010 - Grandes potências prometem reduzir consumo de energia

As principais economias do mundo, reunidas em Washington para uma cúpula sobre energia limpa, se comprometeram nesta terça-feira a reduzir o consumo dos grandes "devoradores" de energia que são, por exemplo, os aparelhos de TV para economizar a produção de cerca de 500 usinas elétricas.
Outro ponto no qual os participantes concordaram foi a modificação das normas de construção para que os novos edifícios consumam menos energia.
Atualmente, os prédios grandes, como os edifícios de escritórios e fábricas, consomem metade da energia produzida no mundo.
Os ministros de Energia e altos funcionários de 21 países, entre eles Estados Unidos, França, China e Índia, se reúnem na capital americana a convite do governo Obama com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de fontes de energia limpa.
No segundo e último dia de reunião, o secretário americano de Energia, Steven Chu, disse que os participantes concordaram com 11 iniciativas para promover as energias limpas. Chu manifestou a esperança de que estas diretrizes permitam poupar a energia produzida por 500 usinas elétricas de média capacidade nos próximos 20 anos.
Nesta cúpula, "tomamos consciência de que, colaborando, podemos conseguir mais e mais rápido do que trabalhando em separado", disse Chu aos jornalistas.
Uma das iniciativas consiste em incitar os países participantes a encontrarem a forma para que os aparelhos eletrodomésticos, como televisões e refrigeradores, consumam menos eletricidade.
Estados Unidos, Japão, Índia e União Europeia prometeram engajar-se na iniciativa.
20/07/2010 - Juros do empréstimo pessoal e do cheque especial sobem pelo 3º mês

As taxas médias de juros do empréstimo pessoal e cheque especial subiram em julho pela terceira vez consecutiva, segundo a pesquisa mensal de taxas de juros do Procon-SP.
Três instituições elevaram suas taxas no empréstimo pessoal e quatro, no cheque especial.
No empréstimo pessoal, a taxa média praticada pelos bancos pesquisados foi de 5,42% ao mês, um acréscimo de 0,14 ponto percentual acima de junho, cuja taxa foi de 5,28%.
No empréstimo pessoal, elevaram as taxas os seguintes bancos: Banco do Brasil (alterou de 4,68% para 5,28%, elevação de 0,60 ponto percentual); o Bradesco (de 5,40% para 5,46%, acréscimo de 0,06 ponto percentual) e HSBC (de 4,83% para 4,87%, o que significa um acréscimo de 0,04 ponto percentual).
Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal em: Caixa Econômica Federal (4,78%), Itaú (5,86%), Real (5,63%), Safra (5,40%), Santander (5,63%), Unibanco (5,86%).
No cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,06%, superior à do mês anterior, que foi de 8,90% --um acréscimo de 0,16 ponto percentual.
As altas verificadas nas taxas de cheque especial foram: Banco do Brasil (alterou de 7,69% para 7,75%, alta de 0,06 ponto percentual); Bradesco (de 8,30% para 8,36%, um acréscimo de 0,06 ponto percentual); Banco Itaú (de 8,59% para 8,65%, elevação de 0,06 ponto percentual); Unibanco (de 8,59% para 8,65%, alta de 0,06 ponto percentual).
Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial em:
Caixa Econômica Federal (7,15%), HSBC (9,36%),Real (9,66%), Safra (12,30%) e Santander (9,66%).
19/07/2010 - Projetos de reserva e mina disputam área rica em ferro em MG

Dois projetos distintos, um parque nacional e uma mina da Vale, disputam o mesmo espaço na serra da Gandarela, região central de Minas (a 50 km ao leste de BH).
O ICMBio (Instituto Chico Mendes), órgão do governo federal que cria e gere as unidades de conservação nacionais, estuda a implantação de um parque de 27 mil hectares na região -quase o tamanho da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Já a Vale quer extrair 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano com o Projeto Apolo - um investimento de R$ 4 bilhões. "É um dos maiores investimentos do setor minerário neste período", diz Cláudio Lopes, do departamento de Engenharia de Minas da UFMG.
A última grande aposta da Vale foi a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), inaugurada em 2006, com a capacidade de extrair 30 milhões de toneladas de minério por ano.
O problema é que a cava da mina Apolo, projetada para cerca de 900 hectares, está dentro da área que o ICMBio pretende para o parque.
Autor de uma dissertação de mestrado na UFMG que sugere a criação da reserva, o biólogo Wander Lopes diz que, além da presença de mamíferos ameaçados de extinção, como o lobo-guará e a onça-pintada, a área é especial por ser zona de transição entre mata atlântica, cerrado e campos de altitude.
A região, pouco explorada, conta com pelo menos nove cachoeiras e mais de 70 cavernas, numa das quais se encontra um sítio com pinturas rupestres.
19/07/2010 - De olho na Copa, Governo anuncia investimento em aeroportos

O Governo anunciou hoje que investirá R$ 5,6 bilhões nos aeroportos do Brasil, um dos aspectos que causam maior preocupação com relação à Copa do Mundo de 2014, que será realizada no país.
O anúncio foi feito em um ato liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também assinou um decreto que aumenta a capacidade de endividamento das 12 cidades que receberão as partidas.
Lula voltou a rebater as críticas aos atrasos nas obras para a competição, designada ao Brasil pela Fifa há quase três anos.
"Outro dia, alguém disse que já perdemos dois anos e oito meses desde que a Copa foi outorgada ao Brasil e que não fizemos nada", declarou em alusão aos comentários do secretário-executivo da Fifa, Jerome Valcke, sobre a demora nas obras, sobretudo nos aeroportos.
O investimento anunciada hoje será dirigido aos aeroportos de Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, as doze cidades sedes.
19/07/2010 - Caixa deve superar R$ 60 bilhões em crédito habitacional em 2010

A Caixa Econômica Federal (CEF) espera superar o patamar de R$ 60 bilhões em financiamento imobiliário este ano, informou hoje o vice-presidente da instituição, Jorge Hereda. De acordo com balanço divulgado nesta manhã, a CEF fechou o primeiro semestre com aplicações no segmento de R$ 34 bilhões e mais de 575 mil contratos assinados, o que representa um crescimento de 95% ante os seis primeiros meses de 2009.
Dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, a meta de contratos para a construção de 400 mil unidades para famílias com renda de até três salários mínimos até o fim do ano deve ser alcançada já entre agosto e setembro, segundo Hereda. Quando isso acontecer, está prevista uma "parada" nos novos contratos dessa faixa salarial.
Nesse caso, os financiamentos posteriores serão contratados somente a partir de 2011, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida II. "Quem correr agora terá prioridade, não dá pra ficar esperando", alertou o vice-presidente da Caixa. Ele lembra que, na segunda edição do programa habitacional do governo, 60% dos financiamentos serão destinados à essa faixa de renda, de forma que o acúmulo de pedidos do fim deste ano deve ser suprido "sem demora e nem dificuldade".
Embora tenha descartado a possibilidade de reajuste do valor dos contratos habitacionais para o Minha Casa, Minha Vida, Hereda afirmou ser impossível não haver uma revisão para o ano que vem. Ele argumenta que os números estão inalterados desde o ano passado. O executivo não antecipou, no entanto, qual será a base para a atualização, mencionada na semana passada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
16/07/2010 - Devolução de cheques recua em junho, diz Equifax

A inadimplência envolvendo cheques e títulos registrou queda no mês passado, segundo dados da empresa Equifax.
Balanço da empresa que processa dados sobre pessoas física e jurídica mostra que houve uma redução de 8,18% no volume de cheques devolvidos em junho, na comparação com maio. Em relação ao mesmo período de 2009, houve baixa de 24,67%.
Já o volume de títulos protestados cedeu 11,26% na comparação mensal e 29,19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em junho, foram registrados 630,397 mil protestos de títulos e 1,617 milhão de cheques devolvidos.
Em nota, Alcides Leite, consultor do centro de conhecimento da Equifax, relaciona o resultado à melhoria da renda, junto com um melhor controle de endividamento das famílias. "O aumento da taxa de juros para os pagamentos a prazo e o crescimento do consumo durante a Copa do Mundo não foram suficientes para pressionar o índice de inadimplência no mês de junho", acrescenta ele, ponderando que esses eventos poderão pressionar a inadimplência nos próximos meses.
16/07/2010 - Brasil é um dos mais desiguais na questão feminina entre países latino-americanos

O Brasil ocupa o 15º lugar no índice que mede a igualdade das mulheres nos países da América Latina. O índice, chamado de ISO-Quito, tem como base os compromissos assumidos pelos países da região durante a Conferência Regional da Mulher, realizada em 2007, na capital do Equador, Quito.
O índice brasileiro foi divulgado ontem (15) pela organização não governamental (ONG) Articulação Feminista Marosur e conta com dados da Comissão Econômica para o Caribe e a América Latina (Cepal), com base no ano de 2007.
Para seu cálculo, são avaliadas três dimensões: política, que trata da paridade na tomada de decisões; econômica, que trata da paridade econômica e do trabalho; e social, que trata do bem-estar das mulheres. Vinte e dois países tiveram seus índices medidos, mas só 16 apresentaram as informações completas.
O Brasil conseguiu a melhor posição no índice que mede a paridade econômica e do trabalho, ocupando a segunda posição nos dois quesitos, entre os 16. O país mais bem colocado em relação à paridade econômica é o Uruguai. No índice que mede o bem-estar das mulheres, o Brasil ficou em oitavo lugar e naquele que mede a tomada de decisões, o Brasil ficou em 20º.
Na média das três dimensões, que resulta no índice ISO-Quito, o Brasil ficou em penúltimo lugar, à frente apenas da Guatemala. O país que teve a melhor média ISO-Quito foi a Argentina, seguida da Costa Rica. Em terceiro, ficou o Chile.
16/07/2010 - Dólar avança 0,73%, a R$ 1,785

As ordens de compra seguem firme no mercado de câmbio local, mas a valorização da moeda americana parece ter encontrado freio na linha de R$ 1,79.
Por volta das 14h50, o dólar comercial registrava valorização de 0,73%, a R$ 1,785 na venda. Na máxima do dia, a divisa saiu a R$ 1,789. Cabe lembrar que na semana, o divisa acumula alta de 1,36%.
No mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apresentava alta de 1,16%, a R$ 1,7875.
As ordens de compra têm respaldo na piora de humor externo, que puxa bolsas e commodities para baixo, depois de uma rodada de indicadores negativos sobre a economia americana.
O que continua chamando a atenção é o comportamento do euro. A moeda opera praticamente estável, na linha de US$ 1,29, depois de subir a US$ 1,30, maior preço desde o começo de maio.
O viés negativo mais forte é observado nas bolsas americanas. Dow Jones, S & P 500 e Nasdaq caíam mais de 2% cada. Além dos dados econômicos e balanços, o vencimento de opções também soma instabilidade ao pregão.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |