02/09/2010 - País atinge patamar histórico em acesso a telefonia e internet

O país atingiu patamares históricos no acesso da população aos serviços de telefonia (tanto fixo quanto móvel) bem como no acesso à rede mundial de computadores (internet), mostra um levantamento do IBGE divulgado nesta quarta-feira.
A proporção de aparelhos de celular por habitante saltou de irrisórios 4,91 unidades por mil habitantes para 794 aparelhos a cada mil habitantes em 2008, crescendo 100% somente nos últimos quatro anos.
Houve uma evolução expressiva também no caso da telefonia fixa, mas em um ritmo menos agressivo. Entre 1994 e 2008, a proporção de aparelhos por mil habitantes avançou de 86 para 306, sendo que foram precisos dez anos para que a proporção dobrasse.
O acesso à internet também aumentou, mas ainda de maneira insuficiente: menos de um quarto (23,8%) dos domicílios permanentes do país, em 2008, tinham acesso à rede mundial de computadores --o equivalente a 13,7 milhões de casas. Em 2001, essa proporção era de 8,6%, dobrando somente em 2006.
Os dados do IBGE mostram ainda a permanência das disparidades regionais. São justamente as regiões e os Estados mais pobres que possuíam os piores indicadores --abaixo da média nacional-- de acesso aos serviços de telefonia e de Internet. Em 2008, havia uma proporção de 610 aparelhos de celular por mil habitantes na região Norte, sendo que no Pará essa taxa era de 543.
No caso da telefonia fixa, as regiões Norte e Nordeste tinham as piores taxas do país (apenas 171 pontos de acesso a cada mil habitantes) no ano de 2008, pouco mais da metade da taxa verificada na região Sudeste (208 pontos de acesso por mil habitantes), por exemplo. Os Estados do Pará e do Maranhão possuíam os níveis mais baixos de acesso do país: 140 e 120 pontos/mil habitantes, respectivamente.
Fonte: Folha.com
02/09/2010 - Entidades empresariais defendem início de ciclo de queda no juro

Mesmo com a interrupção do ciclo de elevação da taxa básica de juro brasileira, a Selic, as principais associações empresariais e sindicais do país criticaram a decisão do Banco Central. Para essas entidades, o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria ter reduzido a taxa, que permaneceu em 10,75% ao ano.
“A manutenção dos juros frustrou as nossas expectativas. Esperávamos que o ciclo de redução começasse na reunião que terminou há pouco”, afirma o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.
Assim como a CNI, outras associações empresariais, como a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), entendem que a inflação está sob controle e que há espaço para a redução do juro.
A Força Sindical afirmou ainda que a decisão do BC é um “obstáculo ao desenvolvimento do país. “A manutenção dos juros em patamares estratosféricos é contrária a qualquer projeto de estímulo da retomada do crescimento econômico”, disse Miguel Torres, presidente em exercício da entidade.
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Fonte: iG São Paulo
01/09/2010 - Bancos brasileiros perderão R$ 900 milhões com fraudes online no ano

O prejuízo dos bancos brasileiros com crimes eletrônicos deve somar R$ 900 milhões até o final de 2010, mesmo volume verificado em 2009, informou hoje a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O valor médio de cada golpe online envolvendo transações de cartões de crédito e débito, internet banking e call center no país está em torno de R$ 1 mil, aponta a entidade com base nas informações fornecidas pelos bancos.
A maior parte das fraudes bancárias envolvem cartões de crédito (45% do total). Na sequência estão os golpes via internet banking, que representam 30% dos crimes eletrônicos registrados pelos bancos, enquanto fraudes com cartões de débito geram cerca de 20% das ocorrências, informa Wilson Gutierrez, diretor técnico da Febraban.
A estimativa da Febraban para o ano se baseia em uma projeção sobre a perda de R$ 450 milhões registrada pelas instituições financeiras com fraudes online no primeiro semestre.
Segundo Gutierrez, o prejuízo com os crimes eletrônicos não deve avançar em relação a 2009 por conta dos investimentos das instituições financeiras em segurança.
"Os bancos investiram R$ 1,4 bilhão em segurança e R$ 19,4 bilhões em Tecnologia da Informação em 2009, além de desenvolver diversas soluções de proteção com diferentes níveis de senha", afirma.
Em junho, os principais bancos brasileiros aderiram a um convênio firmando em dezembro de 2009 entre a Febraban e o Departamento de Polícia Federal (DPF) para acelerar o mapeamento e a identificação de fraudes em pagamentos eletrônicos no país.
Fonte: Valor Online
01/09/2010 - Maioria das famílias brasileiras tem alguma dívida, revela pesquisa

A maior parte da população brasileira revelou ter alguma dívida em agosto, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que calculou o Índice de Expectativas das Famílias. Segundo o levantamento, 54,15% das famílas entrevistadas declararam ter alguma dívida.
A pesquisa aponta que a dívida média mensal das famílias brasileiras chega a R$ 5.426,59. As informações foram divulgadas hoje (31) pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no Rio de Janeiro.
A pesquisa indica também que quase 20% das famílias têm alguma conta atrasada, mas cerca de 60% acreditam que conseguirão quitar essas dívidas total ou parcialmente no próximo mês.
Segundo Pochmann, entre as 3.810 famílias entrevistadas em mais de 200 cidades do país, 71,7% declararam não ter dívida ou ter uma dívida muito reduzida a ponto de não se preocuparem. O percentual das que disseram estar muito ou mais ou menos endividadas é de 27,9%.
“De maneira geral, o indicador de endividamento das famílias brasileiras é muito baixo. Apenas uma família em cada dez encontra-se com grau de endividamento elevado. Mas, nesse grupo [muito endividado], temos um número significativo, o que exigiria um cuidado especial, principalmente nas regiões onde as dívidas estão mais elevadas”, disse o presidente do Ipea.
Para ele, é preciso que o Brasil mantenha o ritmo de expansão econômica e garanta a geração de mais empregos, “porque isso dará mais conforto a essas famílias que terão condições de honrar suas dívidas”. Pochmann também destacou a importância de as famílias aprenderem a usar melhor os instrumentos de crédito disponíveis no país.
A melhor situação em relação ao endividamento foi registrada entre as famílias da Região Centro-Oeste e a situação mais complicada foi verificada no Norte, onde apenas 16% declararam não ter dívida alguma.
Entre os mais endividados estão mulheres e pessoas que se declararam amarelas e negras.
Fonte: Agência Brasil
01/09/2010 - Negócios de médio porte puxam fusões e aquisições

Embora os anúncios de grandes fusões e aquisições recentes tenham sido acompanhados de cifras bilionárias, a maior parte do movimento de consolidação da economia é formada de transações de valores bem mais modestos. Segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers, a maior parte dessas operações envolve de US$ 50 milhões a US$ 60 milhões no País. De acordo com o estudo, 434 negócios desse tipo foram realizados no Brasil nos sete primeiros meses do ano - o maior patamar a essa altura do ano desde 2002. O resultado já supera os do mesmo período de 2007 (407) e 2008 (409), considerados os melhores para esse tipo de movimento. E é 34% maior do que registrado entre janeiro e julho de 2009 (325), período marcado pela crise financeira global.
Apenas 124 transações deste ano (29% do total) tiveram o valor divulgado, somando US$ 34 bilhões. A média dessas operações, no entanto, é de US$ 274 milhões, indicando a disparidade entre os grandes negócios e as pequenas operações. Para chegar a um número mais próximo da realidade, Pierantoni separou as dez maiores transações de valor conhecido, que somaram US$ 23,9 bilhões, dos outros negócios. Chegou à conclusão de que 86% das operações com valores conhecidos somaram US$ 5,1 bilhões entre janeiro e julho, o que resulta em valor médio de US$ 49 milhões. "Não é um número preciso, já que a maioria das empresas não divulga os valores envolvidos. Entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões é um número mais confortável para dar uma noção desses negócios", diz Alexandre Pierantoni, sócio da consultoria.
Fonte: Agência Estado
31/08/2010 - Classe E está acabando no Brasil, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira à noite, em São Paulo, que "a classe E está acabando no Brasil". "As classes C e D estão crescendo e isso é raro no mundo", declarou o ministro, que reiterou a projeção de uma taxa de crescimento de 7% do PIB para o Brasil em 2010. "Será o maior crescimento do País em 24 anos". Em 1986, a economia brasileira expandiu-se 6,5%.
O Brasil só deve crescer menos que a Índia e China entre os países emergentes. Segundo o ministro, pela primeira vez o consumo da classe C vai superar o da classe A, totalizando R$ 500 bilhões neste ano. "É o equivalente a colocar a Espanha inteira no mercado consumidor", disse Mantega.
Segundo ele, com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo terá investido R$ 1 trilhão em seis anos por meio do programa.
Mantega também destacou o fato de a economia não registrar sobressaltos mesmo em ano de eleição presidencial, fenômeno registrado em 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito. No passado, a economia teria sofrido em ano eleitoral, afirmou. "Mas agora os investidores mostram confiança no País e querem aplicar dinheiro aqui", disse.
Fonte: iG São Paulo
31/08/2010 - Tributos pagos pelos brasileiros chegam a R$ 800 bilhões no ano

Os tributos pagos pelos brasileiros neste ano devem atingir a marca de R$ 800 bilhões nesta segunda-feira, de acordo com a contagem do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
No ano passado, a mesma quantia foi atingida apenas em 8 de outubro, o que indica que a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais está crescendo neste ano. Em 2008, tinha chegado nesta marca em 7 de outubro.
"Essa arrecadação tem duas fases: o lado positivo mostra que a economia está acelerada, mas em vez de tantas despesas deveria ter mais investimentos", diz Alencar Burti, presidente da ACSP.
A previsão para este ano é que ocorra um novo recorde de arrecadação nominal em comparação com o ano passado, que foi de R$ 1,09 trilhão. O número representou um aumento de R$ 36,01 bilhões ante 2008.
A carga tributária brasileira correspondeu em 2009 a 35,02% do PIB (Produto Interno Bruto).
Histórico
O Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005. Pela internet é possível acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros de acordo com os Estados e municípios.
Além disso, esse sistema revela o valor total de impostos pagos desde janeiro de 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro de 2010.
Fonte: Folha.com
31/08/2010 - Inadimplência das empresas sobe em julho, indica Serasa

A inadimplência das empresas brasileiras cresceu 8,5% em julho, na comparação com junho último, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas divulgado nesta segunda-feira.
De acordo com os analistas, a elevação dos juros, sobretudo no capital de giro, a desaceleração da atividade econômica no segundo trimestre e o aumento dos estoques explicam o crescimento. O fator calendário, segundo eles, também deve ser considerado, uma vez que julho teve um dia útil a mais que junho.
Nas variações acumulada e anual, a inadimplência das pessoas jurídicas apresentou queda. De janeiro a agosto de 2010, houve uma redução de 8,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando-se o acumulado dos oito primeiros meses, foi a maior queda nesta variação desde 2007, indica a Serasa.
Quanto à comparação de julho de 2010 sobre julho de 2009, o recuo foi de 5,5%. Em julho do ano passado, o País tinha saído da crise e apresentava crescimento, com este indicador decrescendo. De qualquer forma, a queda de 5,5% é a menor dos últimos 8 meses.
Fonte: iG São Paulo
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voltar| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |