09/09/2010 - STF pode fazer reforma tributária

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá retomar no fim deste mês um julgamento que, no entender dos advogados da União, tem potencial de virar de cabeça para baixo todo o sistema tributário nacional. Uma decisão desfavorável ao governo federal, acreditam eles, provocaria um prejuízo de R$ 60 bilhões e poderia modificar a forma como vários impostos são calculados e cobrados no País.
No limite, o julgamento no STF pode desencadear a reforma do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que o Executivo e o Legislativo tentam fazer sem sucesso desde a Constituição de 1988.
O que está em discussão é se, ao calcular a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), cobrada sobre o faturamento das empresas, deve-se ou não descontar o ICMS. Hoje, ele não é descontado.
O ICMS vem embutido no preço das mercadorias. Uma loja, por exemplo, recolhe a contribuição sobre o valor total de suas vendas. Dessa forma, o ICMS integra o faturamento da loja, que é a base de cálculo da Cofins. Ou seja, é tributo cobrado em cima de tributo ou como dizem os técnicos, é tributação por dentro.
Fonte: Agência Estado
09/09/2010 - Inadimplência em dívidas corporativas cai na América Latina, diz agência

A taxa de inadimplência corporativa na América Latina teve um rápido recuo, depois do pico mostrado em 2009, e seguirá em retrocesso até o primeira metade de 2011, aponta o relatório divulgado nesta quarta-feira pela agência de classificação Moody's.
A entidade estudou a trajetória de 434 emissoras de dívida corporativa na América Latina, tanto em moeda local quanto em estrangeira, entre 1990 e 2010, e elaborou prognósticos.
Pelos dados, só foram registrados em 2010 na América Latina dois descumprimentos no pagamento de dívida corporativa, que afetaram bônus no valor de US$ 1,2 bilhão. Em 2009, houve 21 descumprimentos, no valor de US$ 4,4 bilhões.
"Foi registrada uma forte redução na volatilidade de mudanças de classificação na região da América Latina nos últimos dois anos, e as taxas de descumprimento dentro do grau especulativo desceram rapidamente dos elevados níveis de 2009", assinalou em comunicado o analista da Moody's Steffen Sorensen, ao explicar os dados.
A melhor qualidade creditícia da última década na região contribuiu para que a proporção de emissores de dívida classificados pela Moody's como "grau de investimento" (que são suficientemente confiáveis) aumentasse consideravelmente até representar 40% do total.
Embora esse percentual seja "marginalmente" mais baixo que há um ano, é quase o dobro do registrado na região no fim de 2000.
Pelos dados divulgados pela Moody's, a taxa de descumprimento de dívida "de grau especulativo" (a que não alcança o grau de investimento) chegou ao pico de 10,6% no segundo semestre de 2009 na América Latina, abaixo dos 13,5% no mundo.
"Apesar das menores taxas de inadimplência dentro do grau especulativo na América Latina durante a recente recessão mundial, historicamente os emissores da região tiveram uma média de qualificações menores e suas taxas médias de descumprimento foram maiores em relação aos emissores globais", assinalou Sorensen.
Desde o segundo semestre de 2009, no entanto, a taxa de descumprimento na América Latina desceu rapidamente.
A Moody's prevê que a taxa de descumprimento entre os emissores classificados como de grau especulativo rondará 1,3% na América Latina dentro de um ano, ante 2,6% previsto para conjunto do mundo.
A estimativa da agência de classificação espera que os percentuais recuem para 0,7% e 1,8%, respectivamente, até julho de 2011.
Fonte: EFE
09/09/2010 - Metade das empresas cadastradas no país não funciona

Dos 18 milhões de empresas cadastradas no país, pelo menos metade não funciona. Algumas conseguiram fechar as portas legalmente. A grande maioria, entretanto, continua aberta devido às dificuldades para encerrar as suas atividades, tais com dívida ativa e pendências societárias – familiares ou não.
O quadro foi desenhado pelo secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini. Ele disse que o Cadastro Nacional de Registro de Comércio (CNRC) “é muito bom” e tem convênios nas três esferas de governo, com diferentes órgãos, para manter um banco de dados o mais completo possível.
Mas, o grande entrave, segundo ele, para definir o universo de empresas inativas é a falta de informações em tempo hábil, uma vez que as juntas comerciais só consideram que as empresas encerraram suas atividades depois de um prazo mínimo de dez anos sem nenhuma comunicação de movimentos como alteração de contrato ou de capital.
Para tentar dar um pouco mais de agilidade à questão, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) com o propósito de reduzir o tempo de encerramento de empresas para cinco anos. Também tem outro projeto, do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que prevê processo sumário de encerramento para micro e pequenas empresas sem movimentação de três anos nas juntas comerciais.
Caso essas mudanças se efetivem, o secretário Edson Lupatini acredita que será dado grande passo para o Poder Público ter um acompanhamento mais transparente e ágil das atividades empresariais no país. A ideia, segundo ele, é que, “no final, tudo isso vai levar a um cadastro único. É uma questão apenas de mudança de mentalidade”.
Fonte: Agência Brasil
08/09/2010 - Brasil tem melhores perspectivas de emprego na América

O Brasil está entre os três principais países com melhor perspectiva para o crescimento de emprego previsto para o quarto trimestre do ano nas Américas, assegura uma pesquisa divulgada nesta terça-feira no Panamá. Junto a ele, estão Costa Rica e Peru e, em contrapartida, encontra-se Estados Unidos, com a pior perspectiva.
Segundo uma pesquisa realizada entre 30 mil diretores encarregados da contratação de pessoal em dez países da América, as expectativas de contratação são positivas para região nos próximos três meses, afirma o relatório da empresa de recursos humanos Manpower.
"O emprego na região latino-americana, desde o norte até o sul, está vendo números positivos", disse, em coletiva de imprensa no Panamá, Maria Luisa Rocha, diretora de operações da Manpower.
Segundo Rocha, a maior demanda de empregos ocorrerá em setores relacionados aos processos produtivos manuais, supervisão desses processos e aos postos de venda.
As expectativas mais otimistas são as do Brasil, onde se registra uma tendência líquida de emprego (diferença entre os empresários que asseguram que contratarão e os que afirmam que diminuirão suas folhas de pagamento) de 37%, 16 pontos a mais que há um ano, especialmente no setor de finanças, seguros e serviços, onde mais da metade dos empregadores pretendem aumentar seus quadros. Costa Rica e Peru, com uma tendência de emprego de 23% (23 e 14 pontos superior há um ano) são os outros dois países americanos com melhores expectativas no mercado de trabalho. Eles são seguidos de Panamá (19%), Argentina (17%), Colômbia (17%), México (16%), Canadá (14%), Guatemala (9%) e EUA (4%). "Os Estados Unidos não investem com a mesma força em seu país como investem nos nossos (os países latino-americanos) por conta dos impostos e porque a mão de obra é mais barata", disse Rocha, que descartou que esses dados positivos signifiquem uma mudança de tendência na economia. Fonte: AFP
08/09/2010 - Demanda por crédito bate recorde em agosto, diz Serasa

A demanda do consumidor por crédito em agosto subiu 3,6% em agosto ante a julho, atingindo 121,1 pontos e mostrando assim um índice recorde da série histórica do indicador, desde janeiro de 2007.
Os 121,1 pontos registrados neste último mês foram superiores à marca de maio de 2010, última marca recorde, e mostrou um aumento de 14,3% em relação a agosto de 2009. Ainda assim, o crescimento anual acumulado mostrou leve recuo, passando de 15,5% de janeiro a julho para 15,3% de janeiro a agosto, comparados com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o Serasa, o recorde de procura ao crédito teve influência do Dia dos Pais, do bom momento no mercado de trabalho e também do aumento da confiança do consumidor.
Na separação por regiões, o Nordeste liderou a alta, evoluindo 7,3% em agosto ante julho, seguido de Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 4,3% de alta. Enquanto a região Sul (+0,6%) ficou próxima da estabilidade, o Norte apresentou queda de 4,4% na procura de crédito, após alta de 23,8% no mês anterior.
Já na divisão por renda, todos os grupos mostraram evolução, mas o destaque ficou com os consumidores de renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais, que mostraram evolução de 4,7% na demanda por crédito.
Fonte: Redação Terra
08/09/2010 - Brasil é 6º em ranking de potencial de crescimento

O Brasil é o sexto país no ranking de potencial de crescimento. Segundo índice desenvolvido pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, o ranking leva em conta quatro pontos: sofisticação, diversificação, características únicas e potencial de vender outros produtos com vantagem comparativa para o exterior. O ranking foi divulgado na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo.
Foram analisados 130 países e o Brasil ficou atrás de China, Índia, Polônia, Tailândia e México, respectivamente. Segundo o coordenador do estudo, Jesus Felipe, o Brasil é prejudicado por políticas inadequadas que têm levado a uma excessiva valorização do real, criando o risco de desindustrialização.
Fonte: Redação Terra
06/09/2010 - Brasil é o terceiro país em lista de prioridades de multinacionais

O Brasil é o terceiro numa lista de prioridades das empresas multinacionais em seus planos de investimentos no exterior, constata Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e o Desenvolvimento).
O relatório sobre a perspectiva mundial de investimentos foi baseada em consultas a mais de 200 companhias transnacionais, bem com uma centena de agências de promoção de investimentos, que buscam atrair recursos externos para seus países.
O levantamento deste ano, com as projeções para 2011 e 2012, indica que a China ocupa o topo da lista das maiores prioridades das empresas transnacionais para o período 2010-2012. O gigante asiático é citado mais de 100 vezes quando os executivos são questionados sobre sua "prioridade máxima" nos seus planos de investimentos para o exterior.
Logo abaixo no "ranking" dos países mais citados vem Índia, Brasil, EUA, Federação Russa, México, Reino Unido, Vietnã e Indonésia. No ano passado, o Brasil estava na quarta posição entre as "prioridades máximas".
"Pela primeira vez, as quatro maiores economias emergentes -- China, Índia, Brasil e Federação Russa --estão ranqueadas entre os cinco maiores destinos de investimentos", notam os analistas da Unctad, destacando ainda proeminência dos países asiáticos, mencionados seis vezes na lista das 15 maiores prioridades.
A pesquisa também destaca a presença cada vez mais de empresas dos países em desenvolvimento no fluxo global de investimentos diretos estrangeiros. Consultadas, as agências de promoção de investimentos (que procuram atrair recursos externos para seus países) listam empresas da Índia e da Federação Russa entre as dez "fontes" mais promissoras, num período de três anos.
"Embora ainda limitado, o número de transnacionais de países em desenvolvimento com planos mundiais de investimentos em larga escala está crescendo", avaliam os especialistas da Unctad.
A maior parte (202) das 236 empresas ouvidas pela Unctad são de países desenvolvidos, sendo que a Europa (131) é o continente de origem de mais da metade dessas companhias. A maioria (61%) é do setor industrial, sendo que 35% atua no setor de serviços. Por tamanho de ativos, uma parcela de 44% possui entre US$ 500 milhões e US$ 4 bilhões, enquanto outros 35% tinham menos de US$ 500 milhões.
Fonte: Folha.com
03/09/2010 - Semana do Empreendedor aborda oportunidades no mercado esportivo

As oportunidades do mercado esportivo no Brasil é o tema da 10ª edição da Semana do Empreendedor da Escola de Administração Mauá, que acontece de 14 a 16 de setembro na instituição, na capital paulista.
O objetivo do encontro é discutir os vários caminhos a serem trilhados pelos empreendedores diante da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Serão realizadas palestras e debates conduzidos por professores da Instituição e empresários convidados a apresentar casos de sucesso e as experiências adquiridas no dia a dia dos negócios.
Entre os temas a serem abordados estão as novas mídias e o impacto no mundo esportivo, uso das redes sociais, os ganhos e as perdas para o Brasil com a realização da Copa do Mundo, viabilidade econômica de clubes esportivos e sociais.
O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições devem ser feitas no site da instituição.
Fonte: iG São Paulo
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| Ibovespa | 08/09 | 66.299,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 08 /09 | 1,7230 |
| Dólar (par) | 08/09 | 1,8200 |
| Risco-país | 03/09 | 213 |
| IGP-M | (30/08) | 0,77 |
| Global40 | 08/09 | 136,5 |
| Juros CDI | (01/09) | 10,75 |
| Selic | (06/09) | 10,66 |