02/02/2012 - Brasil estuda romper acordo automotivo com México

O governo do Brasil estuda a possibilidade de rever e até suspender o acordo automotivo com o México. Ainda não há uma definição sobre o assunto. Firmado em 2002, o acordo permite as importações de automóveis, peças e partes de veículos do México. Uma das ideias é evitar a imposição de tarifas de importação para as compras mexicanas até 2013.
Porém, os detalhes das negociações não foram divulgados. A secretária de Comércio Exterior (Secex), Tatiana Lacerda Prazeres, apenas confirmou ontem (1º) as articulações em curso. "(O assunto) está em discussão no governo", disse, sem detalhar a proposta em discussão.
Pelos dados preliminares do governo, nos primeiros anos de acordo, o Brasil registrou saldo positivo no comércio de automóveis com o México. Mas nos últimos anos, o resultado passou a registrar dados negativos. Dos países do Mercosul, o Brasil é o principal importador do México.
De acordo com os negociadores, não há consenso por enquanto sobre o assunto. Setores do governo defendem a interrupção do acordo com o México. Autoridades mexicanas sinalizaram interesse em renegociar os termos do acordo em vigência.
Fonte: Agência Brasil
02/02/2012 - PIB será estimulado pelo mercado interno, diz Febraban

O crescimento previsto pelos bancos para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste e no próximo ano será puxado pelo mercado doméstico, prevê o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, ao comentar a primeira Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômica e Expectativas de Mercado deste ano e que projeta um crescimento do PIB de 3,4% neste ano e de 4,1% em 2013.
Entre os fatores de estímulo ao crescimento, Sardenberg cita o aumento de 14% do salário mínimo, as medidas de incentivo ao crédito adotadas pela equipe econômica do governo, os estímulos fiscais e, sobretudo, a redução da taxa básica de juros (Selic).
De acordo com os 30 bancos que participaram da pesquisa de janeiro, a taxa Selic deve continuar a receber mais dois cortes de 0,50 ponto porcentual e parar em 9,50% ao ano em 2012, taxa que deverá ser mantida ao longo de 2013.
Além disso, diz Sardenberg, também ajudará na expansão da economia neste e no próximo ano a esperada aceleração dos investimentos puxados pelo calendário das obras para a construção das praças esportivas que sediarão os jogos da Copa do Mundo e olímpicos.
Sardenberg pondera, no entanto, que todas essas projeções contam com a manutenção da trajetória de afastamento da ruptura na economia internacional.
Fonte: Agência Estado
01/02/2012 - Embratur cria programa para aumentar rotas aéreas no país

A Embratur anunciou a criação do Programa de Apoio à Promoção Internacional de Voos Fretados, que será chamado de "Voo Direto", para ampliação das rotas aéreas no país. O órgão terá R$ 8 milhões para a implantação em 2012, dependendo de planos promocionais apresentados pelos Estados.
Portaria publicada nesta quarta-feira no "Diário Oficial da União" deixa claro que é mais uma medida para facilitar o turismo nos próximos grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. O Instituto Brasileiro de Turismo, atual denominação da Embratur, justifica a necessidade de "otimizar a capacidade operacional dos aeroportos internacionais" do país, além do "desenvolvimento de novas conexões com novos mercados, não adequadamente alcançados pela malha comercial regular."
A "necessidade de aumentar a diversificação de produtos turísticos brasileiros e de mercados internacionais como plataforma de desenvolvimento do turismo receptivo no Brasil" é mais um dos argumentos do governo. No dia 10 de fevereiro, a Embratur deve divulgar edital destinado à execução do programa.
Fonte: Valor Online
31/01/2012 - Risco de crédito das empresas fica estável em 2011

A qualidade de crédito das empresas ficou estável no quarto trimestre de 2011, informou nesta terça-feira a Serasa Experian. Indicador da empresa que avalia o risco de crédito do setor produtivo encerrou o ano passado em 95,7 pontos, numa escala de 0 a 100 (quanto maior o número, melhor a qualidade de crédito e menor a probabilidade de inadimplência). O patamar é o mesmo registrado desde o último trimestre de 2010.
Em nota, a Serasa Experian explicou que "se por um lado houve diminuição do custo financeiro para as empresas no quarto trimestre de 2011, por causa das reduções da taxa Selic, por outro, foi mais um trimestre de estagnação da atividade econômica. Assim, tais forças antagônicas concorreram para manter estável a qualidade de crédito das empresas no último trimestre de 2011".
As micro e pequenas empresas mostraram melhora na qualidade de crédito, passando de 95,6 pontos no terceiro trimestre para 95,7 pontos nos últimos três meses do ano passado. "As reduções das taxas básicas de juros, o direcionamento da atividade das micro e pequenas empresas ao mercado doméstico e a baixa dependência em relação ao cenário internacional estão entre os fatores que proporcionaram melhora na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas", disse a Serasa Experian. No entanto, elas ainda apresentam maior risco de inadimplência na comparação com empresas de porte maior (médias empresas, 98,4 pontos, e grandes, 98,3 pontos).
Em relação aos setores, serviços liderou com o menor risco de crédito empresarial no quarto trimestre de 2011, com 96,3 pontos, ante 95,0 pontos do comércio e 94,6 pontos da indústria. Na análise por regiões, diminuiu a probabilidade de inadimplência no Sudeste e Centro Oeste no mesmo período. Porém, as regiões com renda per capita mais elevada seguem à frente em qualidade de crédito de suas empresas (Sudeste, 96,1 pontos; Sul, 95,7 pontos; Nordeste, 95,4 pontos; Centro Oeste, 94,6 pontos; e Norte, 92,5 pontos).
Fonte: Agência Estado
30/01/2012 - Inadimplência das empresas tem alta de 19% em 2011, diz Serasa

A inadimplência das empresas cresceu 19% em 2011 na comparação com 2010, a maior elevação desde 2009, ano do agravamento da crise econômica internacional -- quando havia subido 25,1% ante 2008.
Em dezembro, a alta ficou em 23,7% ante o mesmo mês do ano anterior. Já na relação com novembro, foi verificada queda de 4,1%, segundo indicador divulgado nesta segunda-feira pela Serasa Experian.
Entre os motivos para o cenário, os economistas da Serasa apontam "o aumento da inflação, que pressionou os custos dos negócios, os juros elevados, que tornaram o capital de giro mais caro e a queda da atividade econômica no segundo semestre, dificultando as vendas e ampliando os estoques."
O aumento da inadimplência do consumidor, que elevou o risco de crédito e definiu perdas financeiras, também influenciou, dizem os especialistas.
A Serasa aponta, no entanto, que a queda na comparação de 4,1% no último mês de 2011 frente a novembro "pode ser um sinal de que a inadimplência das empresas está perdendo fôlego".
Fonte: Folha.com
26/01/2012 - Arrecadação de impostos e contribuições em 2011 deve atingir novo recorde

O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, divulga na próxima sexta-feira (27) os números finais da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias no mês de dezembro e o acumulado do ano de 2011.
A estimativa é de que o crescimento na arrecadação no ano passado seja maior que o de 2010 sobre 2009, quando houve aumento de 9,85%. A Receita prevê aumento real entre 11% e 11,50% em 2011 sobre a arrecadação de 2010, de acordo com projeções do próprio Fisco. Com isso, deve ser atingido novo recorde.
De janeiro a novembro do ano passado, a Receita Federal já havia arrecadado R$ 873,275 bilhões, um aumento de 12,23% em relação ao mesmo período de 2010, ou R$ 67,567 bilhões (8,38%) a mais que os R$ 805,708 bilhões gerados em todo o ano anterior.
Arrecadações
No mês de dezembro, tradicionalmente, ocorrem as maiores arrecadações do ano. Em dezembro de 2010, foram recolhidos R$ 90,882 bilhões de impostos e contribuições federais, volume mensal mais alto até agora, com crescimento nominal de 23,03% sobre a arrecadação de dezembro de 2009, ou 16,17% de aumento real, descontada a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Fonte: Info Money
26/01/2012 - Brasil não vive ainda momento de pleno emprego, diz IBGE

Mesmo com o "manancial de evoluções favoráveis" no mercado de trabalho em 2011, ainda não é possível dizer que o Brasil está na posição de "pleno emprego", na análise do gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Cimar Azeredo. Segundo o funcionário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da taxa de desemprego de 4,7% em dezembro do ano passado - a menor da série histórica da pesquisa iniciada em 2002, com uma taxa média de desemprego de 6% ao longo de 2011 (também a mais baixa da série) - as disparidades regionais persistem.
Azeredo lembrou que, em Salvador, por exemplo, uma das seis principais regiões metropolitanas pesquisadas para a PME, é possível encontrar taxa de desemprego em torno de 9% na média anual de 2011. "Além destas disparidades regionais, temos ainda um número expressivo de números de trabalhadores sem carteira assinada, e de trabalhadores que não contribuem com a Previdência. O pleno emprego leva em conta outros indicadores, não somente a taxa de desocupação (desemprego)", afirmou. "Temos muito o que melhorar ainda", finalizou.
Em 2011, o porcentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado do mercado de trabalho foi de 48,5%, acima do apurado em 2010, de 46,3%. Isso representou 10,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, segundo o IBGE, que anunciou hoje a (PME) de dezembro.
Em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas, o porcentual de empregados com carteira assinada no setor privado representou, aproximadamente, metade da população ocupada, variando de 43,9% no Rio de Janeiro a 52,0% em São Paulo. A região metropolitana de São Paulo permaneceu com a maior proporção desta categoria (52,0%). Como consequência do aumento do contingente de trabalhadores com carteira assinada, também aumentou o número de trabalhadores que contribuíam para a Previdência Social. Em 2003, 61,2% das pessoas ocupadas contribuíam para a Previdência; em 2010, 68,4% e, em 2011, esta proporção atingiu 71,0%.
Segundo o IBGE, a renda do trabalhador brasileiro apresentou cenário favorável em 2011, mas as disparidades nos ganhos ainda persistem. As mulheres ganharam, em média, 28% a menos do que os homens em 2011, conforme Azeredo. No ano passado, em média, as mulheres ganharam R$ 1.343,81 contra R$ 1.857,64 dos homens. Isso ocorre num ano em que o rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal, de homens e de mulheres, foi estimado em R$ 1.625,46. A quantia é equivalente a aproximadamente três salários mínimos, e foi o valor anual médio mais elevado desde 2003, 2,7% superior a 2010.
Fonte: Agência Estado
24/01/2012 - Pelo 2º ano, Brasil tem pior serviço público em relação à arrecadação de impostos

O brasileiro tem os piores serviços públicos em proporção aos impostos que paga, pelo segundo ano consecutivo, de acordo com um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário ), que relaciona informações de 30 países com maior arrecadação tributária do mundo em relação ao retorno de benefícios à população.
Segundo o levantamento, mesmo com a alta carga tributária do País, de 35,16%, que incide sobre rendimento, consumo e patrimônio do contribuinte, o Brasil ocupa a última posição no ranking, atrás de países vizinhos como Uruguai e Argentina.
“O Brasil, com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores à população em serviços como segurança, educação e saúde, fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai, na 13ª posição, e Argentina, na 16ª colocação”, ressalta o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.
No topo da lista de países que melhor aplicam os tributos em qualidade de vida aos cidadãos estão Austrália, Estados Unidos e Coreia do Sul.
Fonte: Info Money
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
| Ibovespa | 17/10 | 54.434,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 17/10 | 1,7460 |
| Dólar (par) | 17/10 | 1,8100 |
| Risco-país | 14/10 | 220 |
| IGP-M | (01/09) | 0,65% |
| Global40 | 17/10 | 131,880% |
| Juros CDI | (17/10) | 11,870% |
| Selic | (01/09) | 12,00% |