04/02/2010 - Brasil defende projeto polêmico de represa em rio amazônico

O Governo brasileiro defendeu hoje a construção da terceira maior hidroelétrica do mundo, garantiu o pleno respeito ao ambiente e, diante das críticas de ecologistas, reafirmou que "não há como voltar atrás".
A construção da represa hidroelétrica de Belo Monte, que será erguida no rio Xingu, uma das principais vias fluviais do Pará, foi autorizada na segunda-feira passada pelo Ministério do Meio Ambiente com alguns condicionantes, como um investimento de US$ 800 milhões em contrapartidas ambientais.
Apesar disso, os movimentos de ecologistas e os indígenas que moram na região denunciaram que o projeto "destruirá a área" e o "ecossistema", pois para seu desenvolvimento será inundada uma área de 506 quilômetros quadrados, o que afetará direta e indiretamente a 66 municípios e 11 terras indígenas.
Conforme a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o Governo tomou as precauções durante o processo de licitação, que está previsto para março.
A represa, que deve estar concluída até 2014, custará US$ 20 bilhões e sua capacidade de geração será de 11.233 megawatts, o que a transformará na terceira em tamanho do mundo, atrás de Itaipu (que o Brasil compartilha com o Paraguai) e Três Gargantas (China).
Segundo Rousseff, para os que consideraram baixos os valores previstos para as contrapartidas ambientais, o Governo demonstrará que "é possível gerar eletricidade respeitando o meio ambiente".
Na mesma entrevista coletiva, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, lembrou que o projeto foi estudado "durante 20 anos" e admitiu que a geração de eletricidade "exige grandes esforços e, às vezes, grandes sacrifícios".
O ministro afirmou que a represa de Belo Monte "é a garantia de segurança energética que o país precisa" para assegurar "o futuro, a economia e a geração de empregos.
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