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08/09/2010 - Brasil tem melhores perspectivas de emprego na América

O Brasil está entre os três principais países com melhor perspectiva para o crescimento de emprego previsto para o quarto trimestre do ano nas Américas, assegura uma pesquisa divulgada nesta terça-feira no Panamá. Junto a ele, estão Costa Rica e Peru e, em contrapartida, encontra-se Estados Unidos, com a pior perspectiva.

Segundo uma pesquisa realizada entre 30 mil diretores encarregados da contratação de pessoal em dez países da América, as expectativas de contratação são positivas para região nos próximos três meses, afirma o relatório da empresa de recursos humanos Manpower.

"O emprego na região latino-americana, desde o norte até o sul, está vendo números positivos", disse, em coletiva de imprensa no Panamá, Maria Luisa Rocha, diretora de operações da Manpower.

Segundo Rocha, a maior demanda de empregos ocorrerá em setores relacionados aos processos produtivos manuais, supervisão desses processos e aos postos de venda.

As expectativas mais otimistas são as do Brasil, onde se registra uma tendência líquida de emprego (diferença entre os empresários que asseguram que contratarão e os que afirmam que diminuirão suas folhas de pagamento) de 37%, 16 pontos a mais que há um ano, especialmente no setor de finanças, seguros e serviços, onde mais da metade dos empregadores pretendem aumentar seus quadros.

Costa Rica e Peru, com uma tendência de emprego de 23% (23 e 14 pontos superior há um ano) são os outros dois países americanos com melhores expectativas no mercado de trabalho. Eles são seguidos de Panamá (19%), Argentina (17%), Colômbia (17%), México (16%), Canadá (14%), Guatemala (9%) e EUA (4%).

"Os Estados Unidos não investem com a mesma força em seu país como investem nos nossos (os países latino-americanos) por conta dos impostos e porque a mão de obra é mais barata", disse Rocha, que descartou que esses dados positivos signifiquem uma mudança de tendência na economia.

Fonte: AFP

08/09/2010 - Demanda por crédito bate recorde em agosto, diz Serasa

A demanda do consumidor por crédito em agosto subiu 3,6% em agosto ante a julho, atingindo 121,1 pontos e mostrando assim um índice recorde da série histórica do indicador, desde janeiro de 2007.

Os 121,1 pontos registrados neste último mês foram superiores à marca de maio de 2010, última marca recorde, e mostrou um aumento de 14,3% em relação a agosto de 2009. Ainda assim, o crescimento anual acumulado mostrou leve recuo, passando de 15,5% de janeiro a julho para 15,3% de janeiro a agosto, comparados com o mesmo período do ano anterior.

Segundo o Serasa, o recorde de procura ao crédito teve influência do Dia dos Pais, do bom momento no mercado de trabalho e também do aumento da confiança do consumidor.

Na separação por regiões, o Nordeste liderou a alta, evoluindo 7,3% em agosto ante julho, seguido de Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 4,3% de alta. Enquanto a região Sul (+0,6%) ficou próxima da estabilidade, o Norte apresentou queda de 4,4% na procura de crédito, após alta de 23,8% no mês anterior.

Já na divisão por renda, todos os grupos mostraram evolução, mas o destaque ficou com os consumidores de renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais, que mostraram evolução de 4,7% na demanda por crédito.

Fonte: Redação Terra

08/09/2010 - Brasil é 6º em ranking de potencial de crescimento

O Brasil é o sexto país no ranking de potencial de crescimento. Segundo índice desenvolvido pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, o ranking leva em conta quatro pontos: sofisticação, diversificação, características únicas e potencial de vender outros produtos com vantagem comparativa para o exterior. O ranking foi divulgado na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

Foram analisados 130 países e o Brasil ficou atrás de China, Índia, Polônia, Tailândia e México, respectivamente. Segundo o coordenador do estudo, Jesus Felipe, o Brasil é prejudicado por políticas inadequadas que têm levado a uma excessiva valorização do real, criando o risco de desindustrialização.

Fonte: Redação Terra

06/09/2010 - Brasil é o terceiro país em lista de prioridades de multinacionais

O Brasil é o terceiro numa lista de prioridades das empresas multinacionais em seus planos de investimentos no exterior, constata Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e o Desenvolvimento).

O relatório sobre a perspectiva mundial de investimentos foi baseada em consultas a mais de 200 companhias transnacionais, bem com uma centena de agências de promoção de investimentos, que buscam atrair recursos externos para seus países.

O levantamento deste ano, com as projeções para 2011 e 2012, indica que a China ocupa o topo da lista das maiores prioridades das empresas transnacionais para o período 2010-2012. O gigante asiático é citado mais de 100 vezes quando os executivos são questionados sobre sua "prioridade máxima" nos seus planos de investimentos para o exterior.

Logo abaixo no "ranking" dos países mais citados vem Índia, Brasil, EUA, Federação Russa, México, Reino Unido, Vietnã e Indonésia. No ano passado, o Brasil estava na quarta posição entre as "prioridades máximas".

"Pela primeira vez, as quatro maiores economias emergentes -- China, Índia, Brasil e Federação Russa --estão ranqueadas entre os cinco maiores destinos de investimentos", notam os analistas da Unctad, destacando ainda proeminência dos países asiáticos, mencionados seis vezes na lista das 15 maiores prioridades.

A pesquisa também destaca a presença cada vez mais de empresas dos países em desenvolvimento no fluxo global de investimentos diretos estrangeiros. Consultadas, as agências de promoção de investimentos (que procuram atrair recursos externos para seus países) listam empresas da Índia e da Federação Russa entre as dez "fontes" mais promissoras, num período de três anos.

"Embora ainda limitado, o número de transnacionais de países em desenvolvimento com planos mundiais de investimentos em larga escala está crescendo", avaliam os especialistas da Unctad.

A maior parte (202) das 236 empresas ouvidas pela Unctad são de países desenvolvidos, sendo que a Europa (131) é o continente de origem de mais da metade dessas companhias. A maioria (61%) é do setor industrial, sendo que 35% atua no setor de serviços. Por tamanho de ativos, uma parcela de 44% possui entre US$ 500 milhões e US$ 4 bilhões, enquanto outros 35% tinham menos de US$ 500 milhões.

Fonte: Folha.com

03/09/2010 - Semana do Empreendedor aborda oportunidades no mercado esportivo

As oportunidades do mercado esportivo no Brasil é o tema da 10ª edição da Semana do Empreendedor da Escola de Administração Mauá, que acontece de 14 a 16 de setembro na instituição, na capital paulista.

O objetivo do encontro é discutir os vários caminhos a serem trilhados pelos empreendedores diante da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Serão realizadas palestras e debates conduzidos por professores da Instituição e empresários convidados a apresentar casos de sucesso e as experiências adquiridas no dia a dia dos negócios.

Entre os temas a serem abordados estão as novas mídias e o impacto no mundo esportivo, uso das redes sociais, os ganhos e as perdas para o Brasil com a realização da Copa do Mundo, viabilidade econômica de clubes esportivos e sociais.

O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições devem ser feitas no site da instituição.

Fonte: iG São Paulo

03/09/2010 - Bradesco destaca potencial de crescimento de seguros e reforça aposta no setor

O mercado de seguros privados no Brasil está em "descompasso" com o tamanho da economia do país, de acordo com o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. "O Brasil é a oitava economia do mundo, mas na indústria de seguros nós somos o 18º, 19º. Então existe um descompasso", afirmou.

Dados citados por ele mostram que o consumo médio per capita de seguros no país não passa de US$ 300 por ano, enquanto nas economias mais desenvolvidas esses gastos chegam a US$ 2.000. "A possibilidade que temos de crescimento da indústria de seguro privado no Brasil é muito forte", disse, em evento promovido pelo Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças).

Trabuco citou que o setor é um dos dois principais eixos de negócios do Bradesco atualmente. "Há [no banco] uma crença conjunta no mercado de seguros." O outro pilar seria a indústria financeira.

Em sua apresentação, o presidente do banco falou sobre o crescimento da bancarização no país. De acordo com ele, o Bradesco abre diariamente seis mil contas para consumidores das classes C, D e E. Além disso, disse, são feitos cerca de 280 mil empréstimos pessoais nos caixas eletrônicos do banco todas as quintas e sextas-feiras. "Estamos transformando pobres em consumidores", afirmou.

Ele previu que nos próximos dez anos, devem ser abertas cerca de 100 milhões de novas contas bancárias no país. "Se isso não acontecer, é porque algo não deu certo", citando o potencial do Brasil, cuja população, segundo Trabuco, deve chegar a 247 milhões de pessoas em uma década.

O presidente do Bradesco citou ainda o potencial de crescimento do crédito imobiliário no país, lembrando que esses financiamentos representam apenas 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, contra 12% na China e 14% na Índia. "Em alguns países, onde a alavancagem é exagerada, esse patamar chega a 47% do PIB", disse.

Fonte: Folha.com

03/09/2010 - Carga tributária brasileira cai em 2009 após três anos

O peso dos impostos na economia brasileira, um dos mais altos entre os países emergentes, caiu em 2009 pela primeira vez em três anos, refletindo os efeitos da crise global.

A carga tributária foi equivalente a 33,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, frente a 34,4% recolhidos no ano anterior, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

A variação resultou da combinação de queda, em termos reais, de 0,20% do PIB e de redução de 2,61% da arrecadação tributária da União, Estados e municípios.

"O impacto da crise internacional sobre a arrecadação total só não foi maior devido ao bom desempenho do setor de serviços e à estabilidade da arrecadação dos tributos previdenciários", destacou a Receita Federal em nota.

Mesmo com o desaquecimento, a massa salarial manteve-se estável, com um leve crescimento, no ano passado, o que contribuiu para a arrecadação da contribuição do INSS e do FGTS, afirmou o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa.

Os impostos recolhidos pela União somaram 23,45% do PIB em 2009, com queda de 0,67 ponto percentual frente a 2010. A arrecadação dos Estados respondeu por 8,59% do PIB, com recuo de 0,16 ponto.

O recolhimento dos municípios, centrado no Imposto sobre Serviços, setor que sofreu menos os efeitos da crise, ficou estável em 1,54% do PIB.

Mesmo com a queda no ano passado, a carga tributária brasileira permanece elevada na comparação com outras economias emergentes.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados pela Receita, a carga do México correspondia a 20,4% do PIB em 2008, enquanto a da Turquia era de 23,5% do PIB.

Fonte: Reuters

02/09/2010 - Real ganha espaço e vira alvo do mercado financeiro

O real passou a ser alvo das apostas do mercado financeiro internacional. Segundo levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS) - o "banco central dos bancos centrais" - o Brasil tem a maior expansão porcentual de contratos de derivativos nos últimos anos e o mercado de câmbio no País quase triplicou desde 2007, com o segundo maior crescimento entre todas as economias emergentes.

O real, segundo o levantamento com dados oficiais e coletados em mais de 1,3 mil agentes financeiros, é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas nos últimos três anos. A moeda já é a 20ª mais trocada por esse mercado. Segundo o BIS, o mercado mundial de divisas cresceu 20% entre 2007 e 2010, com contratos fechados em cerca de US$ 4 trilhões por dia. Há três anos, o volume chegava a US$ 3,3 trilhões. Apesar da expansão, ela não ocorreu no mesmo nível do período de 2004 a 2007, quando foi de 72%.

Entre as moedas de países emergentes, o real foi um dos destaques, com o segundo maior crescimento em participação no mercado internacional, atrás apenas da lira turca. A moeda brasileira, que em 2007 representava 0,4% do mercado de divisas, passou a representar 0,7% em 2010. Há 12 anos, a taxa era de apenas 0,2%.

A participação de 0,7% é pequena, principalmente em relação ao dólar, com 85%. Mas o BIS admite que a expansão chama a atenção pela velocidade. O levantamento mostra ainda que o Brasil foi o país onde o mercado de derivativos mais se expandiu nos últimos três anos. Entre 2004 e 2007, o volume negociado diariamente no Brasil caiu de US$ 900 milhões para US$ 100 milhões. Mas neste ano atingiu US$ 7,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

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