16/05/2012 - Para Fiesp, é praticamente impossível evitar que a indústria encolha este ano

A indústria de transformação do Estado de São Paulo não deve crescer este ano. Nem mesmo a estimativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para o setor este ano, de estabilidade em relação ao ano passado, deve se confirmar. “Para indústria fechar conforme a nossa previsão - em zero - ela precisaria crescer 0,6% ao mês daqui até o fim do ano. Isso é quase uma missão impossível”, disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da entidade, Walter Sacca.
O nível de emprego na indústria paulista caiu 1,14% em abril (com ajuste sazonal) na comparação com março, segundo balanço divulgado hoje (15). Sem o ajuste, o crescimento fica em 0,55%, com criação de 14 mil vagas. Na comparação com abril do ano passado, houve queda de 3,16%, o que representa o fechamento de 85 mil vagas. No acumulado do ano, o nível de emprego ainda está positivo, com saldo de 18 mil novos postos, 0,69% a mais que no primeiro quadrimestre de 2011.
Apesar da previsão pessimista para o desempenho da indústria, Sacca ressaltou a mudança do cenário nas últimas semanas. “O câmbio pode não ser o ideal, mas já melhorou bastante. O juro pode não ser o ideal, mas já está bem melhor. Falta ainda outro ponto do tripé que a gente tem reclamado, que é a diminuição do custo Brasil, que seria o complemento para ajudar na competitividade”. De acordo com ele, as medidas adotadas pelo governo para reduzir juros e estimular a atividade só deverão ter reflexo maior na economia no início de 2013.
Fonte: Agência Brasil
16/05/2012 - Brasil tem o melhor clima econômico entre os Brics

O Brasil registrou 6,2 pontos no Índice de Clima Econômico (ICE) em abril, mesmo valor de janeiro, a mais alta pontuação entre os países do grupo Brics (que inclui também Rússia, Índia, China e África do Sul). O índice brasileiro, divulgado nesta quarta-feira na Sondagem Econômica da América Latina, desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituo Ifo, da Alemanha, também ficou acima da média mundial, que avançou de 4,6 pontos (janeiro) para 5,3 pontos (abril). A pesquisa é trimestral.
Apesar do desempenho acima da média, o Brasil aparece em sexto lugar no Ranking Ifo/FGV de Clima Econômico na América Latina, que leva em conta a média do ICE nos últimos quatro trimestres. Enquanto a média brasileira é de 5,7 pontos, a Colômbia, líder do ranking, atingiu 6,5 pontos.
No Brasil, a falta de competitividade e a escassez de mão de obra qualificada foram os principais problemas apontados pelos economistas ouvidos na pesquisa, que integra a Sondagem Econômica Mundial (WES, na sigla em inglês).
Fonte: Agência Estado
15/05/2012 - Real se aproxima de bom nível para indústria, crê Abinee

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, elogiou a alta do dólar e as ações do governo Dilma para frear a apreciação do real e recuperar a competitividade da indústria nacional. Barbato defendeu a política industrial do atual governo e fez duras críticas ao governo Lula.
"Essa política de fazer com que a moeda não fosse enxugada como se enxuga gelo era fundamental. Temos mais é que aplaudir que o real está começando a ficar em um nível mais aceitável frente ao dólar, viabilizando muito mais a produção do que apenas o consumo", disse Barbato, que participou nesta segunda-feira de um fórum nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Rio de Janeiro.
Segundo ele, a taxa de câmbio ideal para a indústria ficaria entre R$ 2,10 e R$ 2,20. Barbato não acredita que a mudança no patamar do dólar e o recuo na taxa básica de juros possam pressionar a inflação no curto prazo, já que os preços internacionais estão caindo.
Embora considere ser cedo para avaliar os efeitos do câmbio na balança comercial, ele afirmou que a indústria estará mais competitiva para concorrer com importados que "chegavam ao mercado de forma indiscriminada".
Barbato também fez elogios à política industrial do programa Brasil Maior, lançado no ano passado pelo governo Dilma, e disse que o governo está tentando reverter o quadro de falta de competitividade e fazendo um acompanhamento setorial, ao contrário da gestão anterior.
"O governo Lula deixou a moeda se valorizar de uma forma absurda durante oito anos. Os planos de política industrial eram meramente formais. Não saíam do papel", afirmou, dizendo que a política da era Lula não trouxe qualquer efeito positivo para o setor.
Fonte: Agência Estado
15/05/2012 - Dilma diz que crise mundial será longa

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, na cerimônia de abertura da 15ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília, que o Brasil precisa estar preparado para enfrentar um longo período de crise mundial. "Essa crise que os países desenvolvidos estão passando pode levar 5, 6, 7 anos. Acaba passando, mas nesse período temos muito o que fazer", disse. Dilma ainda afirmou que "não passamos pelos mesmos problemas deles, mas é importante que a gente perceba que todos eles acabarão saindo da crise".
Dilma argumentou que "existe distribuição e tributação inadequada no Brasil". "A própria tributação é inadequada, se a gente for ver que nós tributamos insumos fundamentais, por exemplo, para o desenvolvimento do País. Não conheço muitos países que tributa energia elétrica, nós tributamos", disse.
A presidente foi além no discurso na Marcha dos Prefeitos, ao comentar os desafios internos que precisam ser superados para garantir o crescimento. "Todos nós sabemos as dificuldades pra implantá-la (a reforma tributária), como foi difícil aprovar a resolução 72. Por quase um milímetro não aprovamos a 72. E a 72 é uma das coisas mais absurdas que o País praticou. O País praticava incentivo à importação contra a produção local. Era como se tivéssemos valorizando o trabalho dos chineses, que agradecera profundamente à 72, e valorizando o trabalho dos europeus e americanos, e desvalorizando o trabalho feito aqui no Brasil", disse.
Fonte: Agência Estado
14/05/2012 - Valorização do dólar deve ter fôlego curto, dizem analistas

O ciclo de alta do dólar, que encerrou a segunda semana de maio com valorização de 1,56%, valendo R$1,954 para a compra e R$ 1,956 para a venda, não deve perdurar por muito tempo, afirmaram especialistas ouvidos pela BBC.
Influenciada pelo mau humor dos mercados, em especial pelas incertezas sobre os rumos da economia europeia, a moeda americana subiu 0,2% na última sexta-feira, 12, atingindo sua quinta alta semanal consecutiva e acumulando valorização de, aproximadamente, 4,6% neste ano.
Embora não descartem a hipótese de que o dólar venha a ultrapassar a barreira dos R$ 2, é pouco provável que o governo não siga atento à valorização da divisa americana e lance mão de medidas, caso necessite interromper a trajetória de alta, preveem os analistas. Eles acreditam, entretanto, que a moeda dos Estados Unidos oscile em torno da cotação atual, entre R$ 1,90 e R$ 2.
"Ainda não se pode garantir que a desvalorização do real seja permanente. Por ora, a alta do dólar é resultado de um conjunto de fatores, e não tem influenciado tão fortemente o preço dos bens de consumo a ponto de gerar inflação e demandar uma ação imediata do Banco Central", disse à BBC Brasil o ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Maílson da Nóbrega.
Entre tais fatores - que explicariam a valorização do dólar citada pelos economistas, estão a indefinição sobre o futuro da economia europeia, a queda no preço internacional das commodities, principalmente, as metálicas, e as políticas recentemente adotadas pelo governo brasileiro, desde a redução da taxa básica de juros, a Selic, até mecanismos de controle cambial.
"Com a escalada do temor sobre a crise da dívida grega e de outros países europeus, investidores de todo o mundo tendem a buscar um porto seguro, no caso, os Estados Unidos, e tirarem dinheiro de países emergentes, como o Brasil", afirmou Samy Dana, professor de economia da EAESP-FGV.
"Aqueles investidores que também apostavam nos juros elevados acabaram revendo suas posições. A desvalorização do câmbio é, portanto, um reflexo do posicionamento desses capitais, parte dos quais buscam a saída na medida que a rentabilidade cai", avalia Paulo Rabello de Castro, diretor-presidente da agência de classificação de risco SR Ratings.
"Por fim, além da queda no preço internacional das commodities, que traz menos dólares ao País, valorizando a moeda americana, há um elemento gerador de incertezas no discurso do governo, que, em sua cruzada por juros menores, dá sinais erráticos aos mercados com suas intervenções. Tudo isso impacta negativamente o câmbio", defende Maílson da Nóbrega.
Exportações
Para a equipe econômica do governo, a sensação é de que a alta do dólar, por enquanto, não representa motivo para preocupação. O real desvalorizado acaba por beneficiar as exportações de produtos brasileiros, tornando-os mais baratos e competitivos no mercado externo, como sinalizou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada.
Com a valorização da moeda americana, o governo aproveita para atender o pleito do setor exportador, que vinha reclamando de seguidos prejuízos frente à concorrência internacional, especialmente de produtos chineses, avaliam os especialistas.
Por outro lado, embora incentive as exportações, ao ultrapassar a barreira dos R$ 2, a moeda americana pode elevar o preço de insumos importados, encarecendo a cadeia produtiva e impactando a inflação.
"Ainda assim, pesaria a favor do controle da inflação o preço menor das commodities no mercado internacional, o que equilibra a alta do dólar", diz Reginaldo Nogueira, coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec.
Juros
Na semana passada, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,64% em abril, taxa três vezes superior a de março, quando o índice subiu 0,21%.
No acumulado dos últimos 12 meses, entretanto, a inflação atingiu 5,1%, abaixo dos 5,24% relativos ao mesmo período imediatamente anterior.
Questionados se a alta do dólar poderá influenciar na condução da atual política monetária do Banco Central (BC), diminuindo a capacidade de manobra para a redução dos juros, atual bandeira do governo de Dilma Rousseff, os analistas ouvidos pela BBC Brasil afirmaram que o mais provável é que a meta de juros de 8% ao ano continue sendo perseguida "custe o que custar".
"O governo dá sinais claros de que pretende incentivar o crescimento da economia brasileira através da demanda interna, com a redução da Selic, e, agora, da externa, com as exportações aumentadas pela valorização do dólar. A inflação, por ora, não parece ser objeto de análise", afirma Nogueira.
"Além disso, o efeito do câmbio na inflação não é imediato. O governo também possui instrumentos para regular o câmbio valorizado, caso o dólar suba muito. O volume das reservas internacionais, por exemplo, está num patamar historicamente alto, com cerca de US$ 350 bilhões. Se precisar, o governo vende dólares para desvalorizar a moeda americana", acrescenta.
"Por fim, mesmo na hipótese de o dólar continuar subindo, um eventual repasse de preços tende a ser, por ora, descartado, na medida que os estoques de produção ainda estão altos", diz Dana.
Fonte: BBC Brasil
14/05/2012 - Endividamento faz vendas do Dia das Mães crescerem menos, diz Serasa

As vendas realizadas pelo varejo na semana do Dia das Mães, entre 7 e 13 de maio, cresceram 7,3% no país em relação ao período equivalente em 2011 (02 a 08 de maio), informou nesta segunda-feira a Serasa Experian. No ano passado, o comércio registrou uma expansão maior nos números nessa época: alta de 12,4% sobre o mesmo período de 2010.
A redução no ritmo de crescimento na comparação com o ano passado foi creditada pela Serasa às dívidas já contraídas pelos consumidores. 'O maior endividamento do consumidor foi determinante para as vendas, que, mesmo com as promoções, não superaram igual data do ano passado', informou a Serasa por meio de nota.
Na cidade de São Paulo, as vendas aumentaram 5,1% na semana do Dia das Mães. No final de semana da data, o avanço foi de 4,6% em São Paulo e de 5,3% no país.
A Serasa ponderou que, apesar do desempenho mais fraco ante 2011, as vendas foram melhores que as registradas na Páscoa. Para a empresa, essa recuperação 'evidencia uma melhora gradual na atividade econômica'.
Fonte: Valor Online
03/05/2012 - Produção da indústria brasileira cai pelo sétimo mês seguido

A produção industrial brasileira caiu 0,5% em março frente a fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Na comparação com março de 2011, a produção diminuiu 2,1%, sétimo resultado negativo seguido neste tipo de comparação. Ainda segundo o IBGE, o primeiro trimestre de 2012 fechou com recuo de 3% quando comparado com um ano antes e contração de 0,5% sobre o quarto trimestre de 2011.
O dado de fevereiro ante janeiro foi mantido com alta de 1,3% mas, na comparação anual, o IBGE revisou o dado de fevereiro, com a queda informada anteriormente, de 3,9%, passando para baixa de 4%. De acordo com o IBGE, houve queda da produção industrial em 18 dos 27 setores pesquisados na comparação mensal em março, com destaque para o de Edição, impressão e reprodução de gravações (-7,1%) e Refino de petróleo e produção de álcool (3,6%). Na ponta oposta, o IBGE destacou o avanço no setor de Veículos automotores (11,5%).
O setor industrial, apesar dos esforços do governo, já vinha dando sinais de que ainda patina. Por exemplo, o Índice de Gerentes de Compras de Produção Industrial (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit divulgado na quarta-feira recuou para 49,3 em abril, ante 51,1 em março. Ao ficar abaixo da marca de 50 pontos, que separa contração da expansão, depois de três meses seguidos acima desse nível, o índice aponta para "a primeira deterioração nas condições operacionais do setor industrial em 2012", segundo o instituto.
Recentemente, o governo lançou um pacote de estímulo à indústria que englobou desde a desoneração da folha de pagamentos de alguns setores até novos aportes oficiais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 45 bilhões. O objetivo é garantir um crescimento da economia brasileira na casa de 4% neste ano.
Fonte: Reuters
03/05/2012 - Mudança na poupança pode acabar com tradição do século 19

As mudanças nas regras da caderneta de poupança, esperadas para serem anunciadas nesta quinta-feira, podem alterar uma tradição de dois séculos, comenta Andre Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, nesta quinta-feira, em relatório aos seus clientes.
A criação deste “produto financeiro”, diz o economista, aconteceu no Segundo Reinado, quando Dom Pedro II criou uma poupança para os escravos. “O objetivo era garantir, entre outras coisas, a inclusão e cooptação dos escravos libertos ao Sistema Financeiro Nacional,” comenta Perfeito.
Desde aquela época, o retorno pago aos poupadores era de 6% ao ano, o que equivale à remuneração atual. “Desde a origem a remuneração era fixa em 0,5% ao mês e garantida pelo Tesouro Imperial, ou seja: risco baixo e remuneração alta,” diz o economista.
Em 1861, foi criada a Caixa Econômica da Corte, primeiro nome da Caixa Econômica Federal, que, segundo o próprio banco público, tinha o objetivo de “receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial.”
Agora, a presidenta Dilma Roussef pretende mudar as regras da poupança para conseguir reduzir os juros do País. Entre as mudanças a serem anunciadas, uma possibilidade é a redução da rentabilidade da caderneta, sem a inclusão do imposto de renda sobre os ganhos. Outra possível alteração é a indexação da poupança à Selic. A equipe de Dilma também estuda a manutenção da rentabilidade da aplicação com a tributação do imposto para quem tiver acima de um determinado valor.
Ainda que a poupança já tenha sofrido algumas alterações em sua história, a remuneração não foi “substancialmente” alterada, o que evidencia, segundo Perfeito, que o Brasil sempre conviveu com juros elevados.
Mercado desconfia
O economista diz, entretanto, que o mercado não está “comprando o cenário do governo.” Segundo ele, gráficos dos juros mostram que há a previsão de redução das taxas no curto prazo, mas não no longo prazo.
No longo prazo “persistem dúvidas”, afirma. “O motivo é que os juros tão baixos são uma novidade histórica e não há como saber o resultado disso o que aumenta a percepção de risco e, consequentemente, a preferência pela liquidez.” O ideal, segundo o economista, seria que o governo não cortasse mais os juros, mas sim convencesse o mercado a cortar juros.
Fonte: iG São Paulo
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| Ibovespa | 15/05 | 56.237,00 |
|---|---|---|
| Dólar (com) | 15/05 | 2,0015 |
| Dólar (par) | 15/05 | 2,0500 |
| Risco-país | 14/05 | 205 |
| IGP-M | (01/02) | 0,85 |
| Global40 | 15/05 | 131,750% |
| Juros CDI | (15/05) | 8,690% |
| Selic | (18/01) | 9% |